Prefeitura pede de volta servidores emprestados
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terça-feira, 04 de setembro de 2001
Marcos Zanatta<BR>De Maringá 
A Prefeitura de Maringá está acionando o Estado e a União para que devolvam os servidores municipais cedidos para os escritórios de representação de várias secretarias e órgãos federais no município. São pelo menos 100 funcionários cedidos, sendo que 80% trabalham em creches mantidas pela iniciativa privada. A prefeitura, porém, não pretende pedir de volta os servidores que ficam nas creches.
''Não temos como chamar de volta servidores que prestam serviço à comunidade'', explicou o secretário de Governo, Silvio Januário. Ele argumentou que os funcionários trabalham em creches e escolas mantidas por empresas e entidades, mas são abertas a toda população.
Os cerca de 20% restantes, todos a serviço de órgãos públicos federais e estaduais, deverão ser reintegrados ou substituídos. ''Vamos, na próxima semana, discutir com a Secretaria de Estado da Administração, em Curitiba, como proceder'', relatou o secretário de Governo.
Uma das propostas é do governo do Estado substituir os servidores cedidos, para não haver a necessidade de treinar novos trabalhadores. Onde não existe problema, segundo Januário, o funcionário será chamado de volta.
Os poucos funcionários cedidos a órgãos federais já iniciaram o processo de reintegração. O secretário de Governo observou que a prefeitura está em processo de seleção para contratar cerca de 600 novos trabalhadores e não pode abrir mão dos que estão emprestados.
Nos órgãos onde os servidores serão mantidos emprestados, será preciso também acertar um convênio. ''Alguns órgãos de responsabilidade do Estado funcionam quase que exclusivamente com pessoal da prefeitura'', afirmou o secretário.
Um dos exemplos citados pelo secretário municipal, onde o município não pretende promover alterações, são os cartórios eleitorais. Segundo Silvio Januário, caso os servidores municipais fossem retirados, o serviço prestado à população nos cartórios ficaria comprometido.


