Prefeitura paga subsídio a empresas de transporte
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sexta-feira, 05 de outubro de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina pagou ontem cerca de R$ 715 mil às empresas que exploram o transporte coletivo na cidade como parcela do repasse mensal para subsidiar o serviço. O atraso de 15 dias deveu-se às dificuldades financeiras do município, que tem um deficit orçamentário de R$ 49 milhões para zerar até o final do ano. ''Conseguimos fazer o repasse e vamos reservando dinheiro para a próxima parcela, que é em 20 de outubro'', afirmou o secretário de Fazenda, João Carlos Barbosa Perez. ''Não podíamos deixar de pagar porque o subsídio é decorrente de uma lei municipal.''
O município ainda aguarda a arrecadação para pagar parte de cerca dos R$ 1 milhão que não foram repassados à Câmara Municipal. Apenas a folha de pagamento sem encargos foi repassada na data correta. ''Assim que tivermos os recursos, iremos pagar.''
Além de atrasos, o município está tentando economizar, cortando horas extras e contingenciando despesas. Anteontem, um decreto municipal, com validade até 31 de dezembro, determinou que somente 20% das compras por atas de registro de preços sejam efetivadas. As atas têm validade de um ano e, quando há necessidade, o município solicita o produto. ''Justamente por não haver contrato, mas uma ata, não conseguimos controlar esses gastos. Por isso, foi necessário contingenciar'', disse Perez.
Segundo ele, não haverá prejuízos. ''Estamos contingenciando 80% das atas, mas não é um valor muito elevado, se considerarmos que estamos a menos de três meses do final do ano. Por isso, não haverá prejuízos ao projetos e programas. Havendo necessidade, vamos descontingenciar'', argumentou.
A situação deficitária das contas municipais ficou evidente no começo de agosto, logo que o ex-prefeito José Joaquim Ribeiro (sem partido) assumiu a prefeitura, em razão da cassação do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT). Ribeiro então contingenciou 53% do orçamento para investimentos e 34% das despesas.
O novo decreto também prevê a transferência de cerca de R$ 6 milhões de recursos previstos para investimentos para custeio. ''Não vamos interromper nenhuma obra, mas sim remanejar recursos de obras sem previsão de serem realizadas este ano'', explicou Perez.


