A Prefeitura de Londrina deve efetuar nos próximos dias o pagamento de aproximadamente R$ 150 mil à empresa Real Seguros. O valor é referente aos três meses de atraso no pagamento de uma apólice de seguro coletiva de quase 1,4 mil servidores públicos municipais, firmada entre a seguradora e o Grêmio dos Operários.
De acordo com o controlador-geral do município, Sinival Osório Pitaguari, o repasse direto é uma ''medida de precaução'', uma vez que, no dia 31, expira o prazo legal para que o atraso não implique no fim da cobertura ao segurado. O pagamento deixou de ser feito em maio passado, desde que o Executivo suspendeu o repasse dos valores descontados mensalmente na folha de pagamento dos servidores. A iniciativa da secretaria municipal de Gestão Pública, em conjunto com a Controladoria do Município, foi tomada a pedido da Comissão Especial de Investigação (CEI) formada na Câmara de Vereadores para apurar a denúncia de que o Grêmio estivesse se apropriando indevidamente de verba de seguros. A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) também apura o caso, que foi parar na Auditoria do Ministério Público.
''Vamos repassar diretamente para a Real, até que o Grêmio resolva sua situação. Obtivemos autorização por escrito deles permitindo a medida; o pró-labore (10% da mensalidade de R$ 49,8 mil) é entre a entidade e a empresa'', afirmou Pitaguari. Questionado sobre a mudança de estipulante, conforme cogitado mês passado pelo controlador, ele explicou que vai aguardar o encerramento dos trabalhos da CEI e da PIC.
O vereador que preside a CEI, Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), disse que o grupo já começou a preparar o relatório final, apesar de não haver previsão de quando será concluído. Ele admitiu que mais pessoas devem ser ouvidas, como corretores de seguro ligados à Real ou às ex-seguradoras do Grêmio, ou mesmo chamadas novamente para depor, caso do ex-presidente da entidade, Glenisson Rodrigues, e do atual, Luiz Bispo da Silva.

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