Prefeitura paga R$ 11,5 milhões retroativos a servidores
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de maio de 2018
Guilherme Marconi<br>Reportagem Local 

A Prefeitura de Londrina programou para o dia 30 de maio o pagamento do retroativo dos mais de 10 mil servidores municipais . Trata-se do período de fevereiro a setembro de 2017 referente a revisão anual da inflação de 5,44% do ano passado apurado com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Isso porque na data base de fevereiro do ano passado, o prefeito Marcelo Belinati (PP) havia negociado o congelamento dos salários e nesses oito meses o adicional da inflação ficou represado. No acordo firmado com o Sindiserv (Sindicato dos Servidores Municipais), ficou definido que apenas no final outubro o Executivo realizaria o pagamento do reajuste inflacionário porque o município havia anunciado um deficit de R$ 180 milhões, quando o atual prefeito assumiu a gestão.
O impacto do retroativo na folha de pagamento é de R$ 23 milhões no orçamento de 2018 para os servidores da ativa. De acordo com o secretário de Fazenda, João Carlos Perez, os valores atrasados serão pagos em duas parcelas. Metade agora (R$ 11,5 milhões) e outra em outubro. "Muitos servidores estavam pleiteando este pagamento na Justiça. Como temos previsão no caixa estamos pagando este passivo trabalhista agora." Segundo Perez, no segundo semestre será feita uma nova avaliação das finanças, antes do pagamento da segunda parcela programada para outubro, conforme prevê o equilíbrio financeiro estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. "Vamos acompanhar nosso fluxo para garantir esse direito e zerar o passivo."
Já o retroativo dos aposentados será pago em parcela única com impacto de R$ 8 milhões no caixa da Capsml (Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina).
O presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, reconheceu que os servidores à época ficaram insatisfeitos com a reposição feita desta forma, mas admitiu que foi a maneira encontrada para equilibrar as contas. "Ninguém gostou, mas foi a forma que negociamos até que as contas fossem restabelecidas. Foi a confiança que demos pelo primeiro ano de governo." Os valores represados representam em média 40% do salário bruto de um servidor.


