Fechado desde 17 de abril para obras de reforma, o Restaurante Popular de Londrina deve permanecer sem atendimento até o encerramento do prazo previsto para a conclusão dos trabalhos. Enquanto isso, a Prefeitura de Londrina descartou a adoção de medidas emergenciais para manter a oferta de refeições à população durante o período de interrupção do serviço.

A decisão foi confirmada pelo secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Jamil Janene, nesta terça (2), após recomendação do Ministério Público do Paraná (MPPR) para que o município elaborasse um plano de contingência capaz de garantir a continuidade do atendimento aos usuários do restaurante.

Antes do fechamento, cerca de 640 almoços eram servidos diariamente no local ao custo de R$ 3 por refeição. Para muitas pessoas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, o espaço representava uma das principais opções de alimentação na região central da cidade.

Entre as alternativas sugeridas pelo Ministério Público estavam a locação de um espaço temporário, a distribuição de refeições prontas, a celebração de convênios emergenciais e até a concessão de vale-refeição aos usuários durante a reforma. A Prefeitura, no entanto, considera as medidas inviáveis do ponto de vista financeiro e operacional.

"É um rito que temos que seguir. São mais de 500 produtos para fazer levantamento, depois realizar licitação. Não temos como mudar emergencialmente de lugar. Se transferirmos o restaurante para outro espaço, teríamos contrato de aluguel, licitação e uma série de procedimentos. Então, nesses 60 ou 90 dias, vamos economizar esse recurso. Inclusive, a nova licitação já foi aberta e já existe uma nova empresa vencedora", afirmou Janene.

As obras em andamento contemplam melhorias no telhado e na cozinha do restaurante, e a previsão é que terminem no fim de julho. Paralelamente, a Prefeitura precisou realizar uma nova licitação para contratar a empresa responsável pelo preparo das refeições. De acordo com o secretário, uma nova empresa já foi definida por meio do processo licitatório e deverá assumir o fornecimento das refeições quando o restaurante for reaberto.

Enquanto o serviço permanece suspenso, a Secretaria Municipal de Assistência Social vai distribuir 30 vouchers diários destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade. Os vales permitirão que esse público realize refeições em outros estabelecimentos da cidade.

Posição do MP

Em contato com a FOLHA, a 24ª Promotoria de Justiça informou que aguardará o prazo oficial de dez dias concedido à Prefeitura de Londrina para responder à recomendação expedida. Somente após o recebimento e análise da manifestação do município o órgão deverá se posicionar novamente sobre o caso.

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