A coletiva de ontem serviu também para que a empresária e então presidente em exercício do Ciap, Vergínia Mariani, anunciasse a troca do comando do Conselho de Administração da entidade, agora presidido por Francisco Ramalho, com Elieser Boaventura de vice. De acordo com ela, o novo conselho terá um ''enfoque interventor'', uma vez que trabalhará com a auditoria contábil e financeira que a oscip contratou em julho após as prisões.
Indagada sobre prazos dessa auditoria externa, ou mesmo resultasos preliminares, tanto Vergínia quanto o advogado do Ciap, João Gomes, justificaram eventuais dificuldades por conta do material levado durante as investigações. Sobre atrasos no salário de parte dos cerca de 1,1 mil trabalhadores que prestam serviços na Policlínica, no controle de endemias, no Samu e no Programa Saúde da Família (PSF), resumiu: ''O Ciap não é uma empresa, trabalha com repasses. Se estes atrasam, consequentemente atrasam salários de funcionários, o que gera um transtorno grande ao Ciap, que inclusive paga multas''. Se a Prefeitura então teria atrasado deliberadamente, uma vez que funcionários alegam atrasos há mais de um ano? ''Não saberia responder especificamente. Mas todas as vezes que um município, independente de ser Londrina, atrasa, pagamentos de insumos, fornecedores e funcionários também atrasam.''
Questionados sobre a rescisão dos quatro convênios anunciada publicamente pela Prefeitura, Vergínia e o advogado definiram: como nada ainda foi informado oficialmente, não teriam como comentar. Nem sobre a municipalização da Policlínica e do controle de endemias, que ocorre em menos de 60 dias? ''Quanto a municipalizar, quem faz esse tipo de colocação deveria conhecer mais do serviço que ele quer municipalizar'', concluiu Vergínia. (J.G.)

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