Curitiba - O diretor-presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Victor Hugo Burko, diz que o órgão recusou a extensão da vida útil do Aterro da Caximba, em Curitiba, porque a ''prefeitura de Curitiba não merece um voto de confiança''. ''Ela não vem cumprindo seus compromissos na gestão do aterro. Lá tem se recebido resíduo industrial, computador, lixo hospitalar, todo tipo de material impróprio para esse tipo de aterro'', acusa.
O presidente do IAP afirma que já presenciou violações na administração do aterro, entre elas a falta de recobrimento diário da camada de resíduos depositada diariamente no local. ''Há poucas semanas nós verificamos que uma área do aterro ficou 15 dias sem ser feito o recobrimento'', alerta.
Segundo Burko, a análise dos técnicos do IAP apontou para a possibilidade de se realizar a reconformação geométrica da Fase I do Aterro. ''Mas eles não avaliaram outras questões que influenciam a questão. Essa avaliação final, mais ampla, cabe à direção do IAP'', defende. Essa ''análise ampla'' englobaria a avaliação da gestão do atual aterro.
''Não é uma questão política, é puramente técnica'', insiste.
Ele criticou a decisão do juiz Marcel Guimarães Rotoli de Macedo, que garantiu a extensão da operação do aterro até novembro de 2010 por decisão de caráter liminar deferida no último dia 13. ''Se o aterro for mantido em operação há sério risco de ocorrer dano ambiental'', diz.
Em resposta às críticas de Burko, a prefeitura de Curitiba informou através da assessoria de comunicação que não irá comentar o caso uma vez que a Justiça já se manifestou.

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