Prefeitura mantém suspensão de repasses
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sexta-feira, 27 de maio de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
A previsão era mudar o posicionamento na última quarta-feira, mas a Prefeitura de Londrina decidiu manter a suspensão dos repasses financeiros ao Grêmio dos Operários municipais. Na próxima terça-feira, a medida completa dois meses. Segundo o controlador-geral do Executivo, Sinival Osório Pitaguari, a administração estuda depositar em juízo o desconto na folha dos servidores usado pela entidade para o pagamento de apólices de seguro de vida.
Pitaguari explicou que ainda faltam esclarecimentos do Grêmio e da Bradesco Seguros, de Curitiba, sobre uma dívida devida à empresa pela entidade, investigada há cerca de um mês pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) e por uma Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara de Vereadores. Conforme o controlador, a resposta da Bradesco definiria uma mudança de posicionamento, o que não foi feito até agora nem para a Prefeitura, nem para a CEI, que também encaminhou ofício à seguradora.
''Temos informações ainda não oficiais de uma dívida de R$ 160 mil que já deve estar bem maior, com os juros. Suspendemos o repasse para ver se agilizavam a resposta, mas acabamos ficando em uma situação delicada, sem nada'', avaliou Pitaguari, que quer saber quantos repasses o Grêmio deixou de fazer à Bradesco, e de quanto. A Folha conversou com representantes da empresa na Capital, mas, apesar do combinado, ninguém retornou a ligação.
Ainda de acordo com Sinival, a suspensão pode ser redefinida, na próxima semana, conforme os depoimentos do ex-presidente do Grêmio, Glenisson Rodrigues, e do atual, Luiz Bispo da Silva, junto a seus respectivos tesoureiros. Eles serão ouvidos pelos vereadores que compõem a CEI, respectivamente, às 14 horas de segunda e quarta-feira.
Também na segunda-feira, o promotor Cláudio Esteves, da PIC, encaminha novo ofício à Prefeitura, ao Grêmio e à Caixa de Assistência de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml) solicitando ''mais esclarecimentos sobre os repasses''. Segundo Esteves, a medida foi solicitada pela Auditoria do Ministério Público (MP), responsável pela análise contábil da documentação que integra o procedimento da promotoria. Da conclusão dos auditores é que poderá ou não ser aberto inquérito para apurar apropriação indébita.


