A Prefeitura de Londrina se comprometeu ontem, durante reunião na Câmara Municipal, com o custeio dos plantões a distância para manutenção dos pronto-socorros até o próximo dia 10 de setembro, conforme já havia sinalizado anteriormente, em reunião com o Ministério Público. Santa Casa e Hospital Evangélico afirmaram que sem o dinheiro - R$ 500 mil aproximadamente - os médicos não trabalhariam e as unidades seriam obrigadas a suspender os atendimentos de urgência e emergência.
A suspensão do pagamento pela Prefeitura ocorreu há três meses, quando o Estado assumiu o custeio. Hoje seria o último dia pago aos médicos e, por conta disso, havia ameaça de que as atividades fossem encerradas. A promessa de pagamento foi concretizada durante a reunião que inaugurou o trancamento parcial de pautas, aprovado na última semana pelo Legislativo. As discussões têm como objetivo buscar soluções para a crise na saúde pública local.
Foram quatro horas de debate. Ao final várias propostas foram apresentadas envolvendo quatro pontos considerados cruciais para a solução dos problemas: o quantitativo de médicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), no Pronto Atendimento Infantil (PAI) e no Pronto Atendimento Municipal (PAM); Sistema de Internação Domiciliar (SID) e a Policlínica; os plantões hospitalares a distância; o Programa Saúde da Família (PSF) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). No entanto, a decisão final foi de que os debates devem continuar pelo menos até a próxima sessão, na quinta-feira.
Durante o encontro foi montada uma mesa técnica que reuniu várias autoridades, conselheiros, e pessoas ligadas à atividades da Sáude. De acordo com a vereadora Sandra Graça (PP) - autora da medida que abriu as discussões - a mesa tem o objetivo de discutir a crise, apontar alternativas e pactuar com o poder Executivo e com todos os segmentos envolvidos um cronograma de reversão do quadro atual. ''Tivemos um avanço na questão do fechamento dos pronto-socorros, isso já é pacífico que não vai ocorrer. O que fica para a próxima discussão é a questão do PSF e de suprir a demanda de médicos nas UBSs para que o nosso cidadão sinta diretamente a melhoria desses benefícios'', afirma a vereadora.
O secretário Municipal de Saúde, Marcio Nishida - que cumpre interinamente a função - afirmou que as discussões abrem possibilidade para que a administração reveja algumas medidas. ''Defendemos o aumento do plantão presencial. Mas pretendemos decidir, em reunião, quais serão as especialidades que podem ser viabilizadas a distância'', afirmou.
O promotor de Defesa da Saúde Pública, Paulo Tavares afirmou que é importante que haja entendimento para que o usuário não tenha prejuízos na hora de procurar os serviços. ''O município, no dia 5, vai sentar com os hospitais para apresentar a contraproposta, para apresentar o que será possível ser pago para plantões a distância e presencial. Esperamos que haja um entendimento, porque não podemos ficar nessa indefinição'', declarou.

mockup