O procurador-geral da Prefeitura de Londrina, Carlos Roberto Scalassara, disse ontem que pretende manter os honorários referentes a dívidas executadas judicialmente pagos aos advogados do município. Para tentar acabar com a polêmica sobre o pagamento dos honorários, ele anunciou ontem que será criado um teto máximo (de R$ 5 mil) para os advogados do município. Além de receber um salário de R$ 1,1 mil, os procuradores ganhavam 10% sobre o valor de cada dívida executada.
O valor do teto é o mesmo do salário do procurador. Scalassara anunciou também que haverá uma redução no valor do honorário, que cai para 8% da dívida. ‘‘A matéria é controvertida, há um acordo judicial homologado e a melhor saída é um acordo intermediário’’, afirmou Scalassara.
Segundo o procurador, o assunto ainda será discutido com os advogados e depois de aprovado ainda será submetido à apreciação do Ministério Público (MP) e da Justiça. ‘‘Não queremos adiantar detalhes de nenhum desse acordo porque ainda precisamos discutir com os próprios procuradores’’, resumiu.
Scalassara disse que o parecer do auditor do município, Osvaldo Alves de Lima (contrário à cobrança de honorários), foi analisado pelo prefeito Nedson Micheleti (PT) e pela procuradoria. Mas ressalta que outros pareceres também ‘‘foram considerados’’, além de acordos semelhantes adotados por outras administrações municipais.
‘‘Queremos uma saída que atenda aos princípios da moralidade, legalidade e eficiência’’, comentou Scalassara. Enquando não for definido o acordo, o dinheiro resultante da cobrança dos honorários será depositado em uma conta da prefeitura e não diretamente na conta dos advogados, como vinha ocorrendo.
Ao contrário do que havia sido previsto inicialmente, Nedson não participou da entrevista sobre a polêmica gerada pelos honorários. Segundo a assessoria da prefeitura, Nedson não estava ‘‘se sentindo bem’’ e pediu desculpas aos jornalistas. (L.R.)

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