Prefeitura licita R$ 615 mil em leite e bloqueador
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quinta-feira, 01 de novembro de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina lançou edital de registro de preços para gastos de pelo menos R$ 615 mil na aquisição de leite longa vida e loção bloqueadora com fator de proteção solar (FPS) volume 30. Com o bloqueador, é previsto dispender mais de R$ 75,3 mil; com o leite, a licitação é da ordem de R$ 541 mil.
Conforme a Secretaria Municipal de Gestão Pública, que centraliza os certames da administração direta, a compra de bloqueador deverá atender principalmente a demanda de funcionários da Autarquia Municipal de Saúde (AMS) - agentes de controle de endemia, e, pelo Programa Saúde da Família (PSF), médicos, enfermeiros e auxiliares. Servidores que têm exposição aos raios solares pelas secretarias municipais de Obras, Meio Ambiente (Sema) e Agricultura também estão englobados.
De acordo com o edital, serão registrados lances para 5 mil frascos de 120 ml ao custo unitário máximo de R$ 11,50 (ou R$ 57.500, ao todo), e 50 galões de 4 litros, a até R$ 356,66, cada (à soma de R$ 17.833). Ainda pelo documento, são necessários produtos ''de primeira linha e de primeiro uso'', com registro no Ministério da Saúde, à estimativa de consumo de 12 meses. As propostas serão recebidas até as 11 horas do próximo dia 9, e o pregão acontece no dia 12, às 14 horas.
Segundo o secretário de Gestão Pública, Jacks Dias, a aquisição dos bloqueadores deverá atender entre 700 e 800 funcionários. ''Há muitos anos a Prefeitura tem a política de prevenção de doenças, e nesse caso é necessário, pois é um pessoal muito exposto ao sol'', explicou Dias, que, admitiu, nova compra do gênero pode ser feita antes do fim dos 12 meses.
Por outro lado, o secretário afirmou que a política de prevenção não é válida aos funcionários terceirizados - boa parte deles, em condições de trabalho com exposição ao sol. ''Não sei se utilizam o produto, e não vejo como obrigatoriedade constar isso no edital; nem teria como fiscalizarmos'', resumiu. Já os agentes de controle de endemias e PSF, contratados via convênios, teriam, segundo Dias, direito ao produto fornecido pela Prefeitura. ''Os conveniados só contratam os funcionários: insumos, veículo, uniforme e bloqueador é a administração que banca''.
Já o pregão do registro de aquisição de leite integral e desnatado, tipo longa vida, também para consumo em 12 meses, recebe propostas até o dia 12 de novembro, às 14h15, com a disputa na sequência.
No pregão do leite, o preço máximo a que a Prefeitura está disposta a pagar é de R$ 1,47 o litro do longa vida - ao todo, 363.340 unidades -, e R$ 1,47 o do desnatado - 4.820 unidades. Apesar de não definir percentualmente, o secretário reconhece que o valor é superior ao do ano passado. ''É que este ano tivemos problemas pela alta do produto, tanto que esse registro de preços, feito no início do ano, foi refeito agora'', comentou o secretário, que conclui: ''Pode até mais alto (que o licitado em 2006, cujo valor não foi informado), mas pelo menos não terá creches reclamando falta de leite''.
O leite será distribuído a 52 entidades filantrópicas de Londrina (sobretudo, creches) e a duas escolas municipais da reserva indígena Apucaraninha.
Questionado sobre a preocupação do consumidor face às denúncias de adulteração de leite com soda cáustica e água oxigenada, em outros estados, Dias declarou que a Prefeitura faz análise, por amostragem, do produto que vence a licitação.


