O controlador-geral do Município, Mílson Dias, admitiu ontem que a Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) já vinha sendo investigada pela administração, por supostas irregularidades, já desde o início do ano. Conforme Dias, porém, só a partir do último dia 10 a Controladoria teria reunido indícios suficientes para instaurar uma auditoria - o que, ainda assim, só foi divulgado ontem, após a imprensa noticiar que o Ministério Público (MP) apura denúncias de pessoas que teriam sido coagidas por servidores da autarquia a comprar o serviço de tanatopraxia.
Segundo o controlador, durante o processo de auditoria diversos documentos de natureza fiscal já teriam sido requisitados à superintendência da Acesf - ainda que não haja, reconheceu Dias, prazo formal para resposta. ''Esse material possibilitará a confrontação de registros contábeis do órgão. Já recebemos uma parte do esperado, mas logo vem o resto'', acredita. Ele usou a expressão ''forçação de barra'' ao se referir à conduta administrativa dos servidores, investigada no procedimento.
Dias comentou que a própria Controladoria já teria, inclusive, comunicado o MP sobre as ''notícias de irregularidades'' que teriam chegado a ela. O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Renato de Lima Castro, porém, negou que tais conunicações tenham sido feitas quanto à questão da tanatopraxia: o teriam sido ''sobre outros indícios de irregularidades'' afetas à Acesf, os quais não revelou.
O controlador chegou a solicitar ontem da Promotoria nomes de servidores que já estariam sob investigação, o que foi negado. ''Mas tão logo nos cheguem as informações, serão tomadas as medidas que apurem eventuais responsabilidades'', concluiu Dias, ressalvando que a Acesf está sendo auditada ''como um todo''.

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