A Prefeitura de Londrina publicou no Diário Oficial de ontem alguns esclarecimentos em relação ao edital aberto pela administração para a compra dos 34 mil kits de materiais escolares, mas somente um deles diz respeito aos cinco pontos questionados pelo Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGPL) na última sexta-feira - relativo à arte final que a empresa vencedora terá que aplicar em cadernos, estojos e agendas.
Na sexta-feira, quando o OGPL pediu a impugnação do edital, a entidade questionou a divergência entre os preços máximos do edital e preços praticados no mercado, o detalhamento excessivo de objetos, a ausência de valores unitários de cada item, o não parcelamento dos objetos em lotes, além da não especificação da arte final que a empresa vencedora terá que aplicar em cadernos, estojos e agendas. O secretário de Gestão Pública, Fábio Reali, confirmou que os esclarecimentos foram publicados por conta ''de questionamentos levantados pela imprensa e pelo Observatório''.
Como o OGPL questionou a ausência da especificação da arte final, o edital agora esclarece que ''não será exigida na sessão pública a amostra já personalizada com a logomarca, brasão e ilustrações do Município''. ''Somente será fornecida a arte pela contratante para fins de execução contratual ao detentor da Ata.''
O vice-presidente do OGPL, Fábio Cavazotti, disse que a entidade não vai se pronunciar sobre esse esclarecimento. ''Essa não é a resposta à nossa impugnação, que incluia muitos itens. Vamos aguardar uma resposta por inteiro para comentar o assunto.'' O pregão presencial está marcado para amanhã.
A comissão que dará parecer para subsidiar a decisão do pregoeiro também foi mudada, conforme publicação de ontem no Diário Oficial. A secretária municipal de Educação, Karin Sabec, por conta dos questionamentos feitos a respeito do certame, pediu para sair do grupo, segundo Reali. Agora a comissão será formada por três servidoras: Christiane Kussima, Cleuza Fernandes e Delmira De Assis Finavaro.

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