A Prefeitura de Londrina define na semana que vem o cronograma de discussão com a sociedade - por meio de audiências públicas - das necessidades a serem apontadas no novo contrato de saneamento e coleta e tratamento de resíduos sólidos. A posição atende exigência do Estatuto das Cidades e foi anunciada ontem, após sanção da lei que autoriza o Executivo a abrir licitação para execução do serviço. A matéria tramitou pela Câmara de Vereadores por mais de dois anos, e passa o gerenciamento e a fiscalização do contrato à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que criará diretoria e gerências específicas para a nova demanda. As duas emendas propostas por vereadores da oposição foram vetadas pelo prefeito em exercício, Luiz Fernando Pinto Dias (PT).
O contrato a ser firmado terá duração de 15 anos, prorrogáveis por mais 15. O prefeito Nedson Micheleti (PT) já antecipou que vai contratar a Sanepar, executora da tarefa em Londrina desde 1973, sem concorrência pública. O presidente interino da CMTU, Antonio Carlos Kasproviscz, disse ontem que as audiências públicas fornecerão ''subsídios para as exigências do contrato'' - só então o acordo formal com a concessionária será firmado.

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