Em entrevista coletiva na manhã de ontem, o prefeito Barbosa Neto (PDT) negou irregularidades, mas, ao mesmo tempo, admitiu que houve pagamento irregular, uma vez que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) estaria buscando o ressarcimento dos cofres públicos, segundo o prefeito. ''Quando foi feita a medição do serviço e verificou-se que não estava correto, nós bloqueamos os pagamentos. Tivemos que multar a empresa, o contrato foi rescindido e estamos buscando o ressarcimento desses recursos'', declarou Barbosa. ''Somente pagamos pelo serviço que foi realizado, mas, há realmente esta contestação e já há dentro da procuradoria e da CMTU (o procedimento) para que esses recursos sejam revertidos em favor do município'', declarou ele.
O presidente da CMTU, André Nadai, também negou irregularidades no pagamento à Xapuri. Ele afirmou que o contrato era por ''preço global'' e, portanto, a empresa deveria ser - e de fato foi - paga integralmente. ''Não cabia, neste caso, a conferência do serviço realizado para liberar o pagamento, mas sim, multar a empresa caso o serviço fosse insatisfatório, o que de fato foi feito'', justificou.
Três multas teriam sido aplicadas e somariam R$ 80 mil. Um parecer assinado pela procuradora-jurídica da CMTU, Cristel Rodrigues Bared, corroborava a tese. Porém, a Controladoria Geral do Município considerou tal entendimento inadequado - já que comprovadamente o serviço não foi prestado - e pede a devolução do dinheiro.
Questionado sobre a declaração do prefeito, Nadai disse que ainda não foi notificado pela procuradoria sobre a irregularidade. ''Se houver este parecer, vamos mover ação judicial de ressarcimento'', afirmou. (Loriane Comeli e Eli Araújo / Reportagem Local)

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