A Prefeitura de Londrina divulgou, na tarde ontem, que enviou uma nova notificação para a Petrobrás, reforçando a intenção de não renovar a permissão de uso de seis postos de gasolina localizados em diferentes pontos da cidade: no Aeroporto Governador José Richa; no próprio Autódromo Ayrton Senna; na Via Expressa; no Terminal Rodoviário e dois na avenida Leste Oeste.
O contrato tem vencimento previsto para o dia 30 de junho de 2011 e está vigente desde 1991. Naquele ano, a Prefeitura repassou à Petrobrás, em regime de permissão por 20 anos, a exploração de seis áreas públicas onde estão instalados postos de combustíveis.
O assunto gerou polêmica na sessão da Câmara. O vereador Joel Garcia (PMN), anunciou o ajuizamento de uma ação contra o município, justamente revelando o vencimento do contrato e que, se caso não fosse renovado, os pontos estariam sendo usados de maneira indevida.
Ao ser informado de que a prefeitura já havia se manisfestado, afirmando que iria pedir a retomada dos terrenos, o vereador declarou que apenas estava exercendo a sua função pública. ''Com certeza não foi uma atitude precipitada o requerimento da ação. É bom que a prefeitura tenha se mexido e aderido a idéia de retomar os póstos de combustível'', ironizou o vereador, que mesmo sabendo da decisão protocolou a ação na justiça.
De acordo com o procurador do Município, Fidélis Canguçu, a atitude do vereador não passa de mais uma manobra para tentar desviar as atenções dos últimos acontecimentos envolvendo o nome de Joel Garcia. ''Com certeza ele desconhecia os fatos e os documentos. Como vereador ele deveria ter tomado os cuidados e ter se informado antes de tomar qualquer atitude. A administração já vem tomando providências sobre este caso desde o ano passado. Isso, pode, inlusive juridicamente ser passível de ser alegado como litigância de má-fé por parte do vereador'', afirmou.
Sobre a retomada dos terrenos Fidélis explicou o motivo da permissão não ser renovada. ''A prefeitura reafirmou o desejo de contar com estes terrenos para obras importantes para a cidade. Caso a devolução não aconteça, vamos tomar todas as medidas judiciais'', argumentou.

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