Prefeitura e Câmara prometem transparência em zoneamento
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quinta-feira, 28 de março de 2013
Loriane Comeli <br>Reportagem Local 
Durante reunião sobre o Plano Diretor de Londrina na tarde de ontem, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e o presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), garantiram a participação da população nas discussões e a sugestão de mudanças, medidas que tem sido requisitadas por membros do movimento Ouve Londrina, composto por moradores de diversos bairros da cidade.
No final do ano passado, quando as duas últimas leis do Plano Diretor - a de zoneamento urbano e a do sistema viário - estavam prontas para serem votadas, moradores hoje representados pelo Ouve Londrina disseram que não foram ouvidos e que havia alterações extremamente prejudiciais no zoneamento, como a permissão de construção de prédios em áreas tradicionalmente de construções residenciais horizontais.
É o caso do Jardim Canadá (Centro) e Jardim Shangri-la (Zona Oeste). ''Evidentemente haverá espaço para discussão. Esse é o momento adequado e é fundamental que a sociedade participe e aponte os problemas'', disse Kireeff. O presidente do Legislativo disse que haverá reuniões sobre as leis durante os três períodos do dia.
Além dos questionamentos dos moradores, os projetos de zoneamento e sistema viário tinham outro problema. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) detectou possíveis fraudes: o texto era diferente do aprovado nas conferências específicas sobre o tema.
Por isso, a Câmara desistiu de votar os projetos em 11 de dezembro do ano passado e encaminhou requerimento ao Executivo para instaurar sindicância e apurar quem foram os responsáveis pela suposta fraude. ''Me comprometo a enviar um pedido de informação ao Executivo para saber se a sindicância foi instaurada e quais suas conclusões'', disse Rony.
O presidente do Ippul, Robinson Borba, minimizou a possível fraude. ''Desconheço esse assunto completamente. No ambiente político queremos uma agenda positiva, sem perder tempo para ver o que foi feito no passado.''
A Controladoria-Geral do Município informou que eventual investigação estaria sob responsabilidade da Corregedoria. Este segundo órgão disse que faria um levantamento hoje para apurar se o requerimento da Câmara foi atendido.
Prazo
O prefeito disse que as duas últimas leis do Plano Diretor serão encaminhadas à Câmara em cerca de duas semanas. ''Está praticamente pronto. Falta somente a conferência e acredito que possamos terminar em 15 dias'', estimou o prefeito. ''A Câmara poderá votar tanto mais rápido quanto mais completas forem as informações do Executivo'', disse Rony, prevendo que os projetos poderão ser votados ainda no primeiro semestre.
Informações completas sobre o Plano Diretor são o desejo do vereador Jamil Janene (PP), que na terça-feira apresentou requerimento para obter uma lista com as ruas residenciais que teriam o zoneamento alterado para comercial. Por 10 votos a seis, o pedido foi negado por solicitação de Elza Correia (PMDB), líder do prefeito. A decisão do plenário causou surpresa porque é incomum
vereadores arquivarem requerimentos e pedidos de informação ao Executivo. ''Vou apresentar outro requerimento e, se for derrotado na Câmara, vou diretamente ao Ippul pedir informações'', disse Janene aos participantes da reunião.
O prefeito defendeu a líder. ''Nossa líder tem autonomia para tomar decisões no ambiente legislativo independentemente da orientação específica do prefeito. Foi assim que ela procedeu e, tenho certeza, da melhor maneira possível.''


