Prefeitura doa área de R$ 1,7 mi
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de maio de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina oficializou ontem em lei municipal a doação de uma área de 363 mil metros quadrados - 15 alqueires - à empresa Couroada Comercial e Representações Ltda, grupo voltado à produção e exportação de couro. O terreno localizado na Zona Sul custará cerca de R$ 1,7 milhão aos cofres públicos, no empreendimento que promete gerar inicialmente 400 empregos com investimentos de R$ 25 milhões em infra-estrutura.
A cerimônia de sanção da lei nº 10.214 lotou o gabinete do prefeito Nedson Micheleti (PT), onde estiveram representantes de pelo menos 13 pastas do alto escalão - entre administração direta e indireta. Nos discursos, as exaltações à política de incentivo industrial por meio da doação de áreas públicas e às promessas de empresas que ainda negociam instalação em Londrina, nos bastidores, deram o tom à solenidade.
Nas manifestações, tanto Nedson quanto os convidados ainda salientaram o aspecto de geração de emprego e renda, com a instalação da Couroada, com garantias de que a questão ambiental seria item observado pela empresa. O motivo é a ausência de pareceres de órgãos técnicos ao projeto aprovado semana passada na Câmara de Vereadores, por unanimidade. Por eles, seria possível saber se as atividades do grupo representariam, ou não, risco ambiental ao entorno da região, rica em lagos, e também próxima ao parque industrial Daisaku Ikeda, unidade de conservação municipal.
Os vereadores chegaram a receber ofício do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) requerendo cópias da documentação, a fim de se posicionar tecnicamente - a iniciativa acabou frustrada.
Para o prefeito, o fato de a Couroada ser a ''segunda maior em produção e exportação de couro no Brasil e 35 em agronegócios'' foi fator fundamental a ser considerado - quanto a riscos de impacto ambiental, disse, a administração se sente ''tranquila''. ''É uma área que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) já pré-determinou que é própria a indústrias que processam material orgânico; é pré-estabelecida para isso'', disse, para completar: ''O parecer (prévio, do IAP) é sobre a região; individual, para a Couroada, só depois que a empresa se instalar. Mas é absolutamente, totalmente seguro'', enfatizou.
Um dos dois diretores da Couroada presentes ontem à cerimônia, Leomar Fenske, afirmou que a ''primeira perocupação'' do grupo foi a questão ambiental. ''Tanto que, antes de termos o local, o primeiro aspecto cuidado na nossa primeira reunião em Londrina foi justamente no IAP. Só posteriormente a isso que demos continuidade no projeto de implantação'' , declarou o empresário do Rio Grande do Sul, que se diz de mudança para a cidade juntamente com a família.
Responsável pela interlocução entre administração e empresa, o Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel) informou que a previsão é de que em 120 dias a primeira fase do empreendimento esteja concluída - com a geração de 400 postos de trabalho, em uma primeira etapa. A fase posterior, de implantação de curtume, prevê outras 800 vagas.


