Prefeitura deverá arcar com dívidas da CMTU e Codel
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de abril de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
Dívidas de quase R$ 36 milhões de duas empresas da administração indireta do município poderão ser transferidas para a Prefeitura. O balanço de 2005 da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) mostrou um resultado negativo de R$ 2,4 milhões. O acumulado chega a R$ 8 milhões. O balanço da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) aponta um déficit de R$ 7,9 milhões no ano passado, que somado à dívida acumulada totaliza R$ 27,8 milhões.
''Esse é o caminho futuro (transferência para a Prefeitura). São dois caminhos ou pela transformação (para a administração direta ou fundacional) delas ou assunção da dívida, mas isso não tem urgência. Podemos administrar esse processo como foi feito com a Cohab. A Cohab deve para a Caixa Econômica Federal (CEF), mas a dívida não vence integralmente. Vencem parcelas e à medida da necessidade se faz aporte de capital'', explicou o secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, se referindo à dívida da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), de R$ 215 milhões, renegociada e transferida no final de 2005 para a Prefeitura.
Sella ainda esclareceu que o prejuízo da CMTU é ''contábil''. ''Esse prejuízo é contábil, não financeiro. Se a CMTU fosse da (administração) direta, esse furo contábil provavelmente não existiria. A CMTU está suportando atividades que seria da direta. Contabilmente é problema. Financeiramente não. O município teria que custear'', afirmou.
Em relação à Codel, Sella explicou que quase a totalidade da dívida R$ 27,8 milhões foi contraída há quase 32 anos. ''É uma dívida de uma operação feita em 1974 com um extinto banco. Estamos em fase final de estudo jurídico e avaliamos que está prescrita a cobrança dessa dívida.''
O secretário ainda assegurou que mesmo que a Prefeitura assuma as duas dívidas, isso não prejudicaria a capacidade de endividamento do município. ''Nestes casos os valores são pequenos proporcionalmetne ao orçamento do município de mais de R$ 500 milhões. A capacidade de endividamente do município é razoável, superior a R$ 60 milhões'', disse.
Segundo o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), Luiz Figueira de Mello, o balanço de 2005 aponta equilíbrio nas contas. ''Nem déficit, nem superávit. Foi equilíbrio'', afirmou. De acordo com Figueira, atualmente o IPPUL trabalha basicamente com os repasses do orçamento do município.


