As secretarias municipais de Cultura e de Obras aguardam para hoje cedo os projetos complementares do Teatro Municipal de Londrina. O material foi encaminhado à administração ontem - prazo final concedido pelo Executivo -, via Correio, pelas empresas PJJ Malucelli Arquitetura e Construção, de Curitiba, e Ópera Quatro Arquitetura, de São Paulo. O grupo paulista é responsável pelo projeto arquitônico final da obra; o paranaense, pelos projetos complementares que envolvem a parte elétrica, hidráulica, paisagística, acústica, cenotécnica e de ar condicionado do empreendimento. Os projetos estão orçados em cerca de R$ 1,6 milhão.
Conforme o secretário de Cultura, Leonardo Ramos, assim que o material chegar, ele será encaminhado para Obras e para a Secretaria Municipal de Planejamento para elaboração do orçamento, uma vez que a Prefeitura de Londrina tem até o próximo dia 30 para protocolar o projeto completo no Ministério da Cultura, em Brasília. Ramos calcula que, ao todo, entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões sejam dispendidos para a elaboração do teatro. ''Já temos praticamente certa uma verba de R$ 6,5 milhões para ser liberada, mas que depende da entrega desses projetos'', destacou o secretário. ''Assim que esse recurso (oriundo de emenda parlamentar) vier, poderemos licitar a empresa que dará início à construção'', concluiu.
Definido pela gestão anterior para ser construído na área do chamado Marco Zero (Zona Leste de Londrina), contudo, o teatro ainda tem sob análise da atual gestão ''seis ou sete áreas do Município'' que podem servir de terreno para as obras. Quem afirma é o secretário de Obras e Pavimentação, Nelson Brandão.
''Assim que os projetos chegarem, faremos uma verificação de rotina para o caso de haver alguma dúvida; isso vai ficar com nossos projetistas e nossa orçamentista. Mas mesmo ao valor de R$ 40 milhões, por exemplo, se chegou aleatoriamente - algumas pessoas têm questionado até mesmo se o local é aquele apontado''. Se ele, como engenheiro, avalia a área - já analisada pelas empresas que confeccionaram os projetos - como viável? ''Diria que há de 70% a 80% de chances de ser no ser no Marco Zero, mas temos seis ou sete áreas em análise, fora aquela. Será lá (no Marco) se conseguirmos levar para lá um corredor de comunicação com a cidade'', resumiu.
Os projetos preveem um teatro com três salas de espetáculos: uma com capacidade para 1.200 pessoas, destinada à apresentação de óperas, concertos de grande porte e peças de teatro, mais um fosso automático para orquestra; uma sala média, para 500 pessoas, destinada a peças teatrais tradicionais; e a menor, para 150 pessoas, em um formato que permite interação entre artistas e público.

mockup