A greve dos servidores públicos municipais de Londrina caminha para seu primeiro mês esta semana sem perspectivas de negociação e em vias de contratação de pessoal temporário na área da Saúde. A informação foi confirmada neste fim de semana pelo secretário municipal de Saúde, Sílvio Fernandes.
De acordo com Fernandes, o departamento de Recursos Humanos da secretaria deve encaminhar nos próximos dias à assessoria jurídica da prefeitura um estudo de quantos servidores seriam necessários. Conforme o secretário, trata-se de enfermeiros e auxiliares de enfermagem que prestariam atendimento nos prontos atendimentos Infantil (PAI) e Adulto (PAM), mas sobretudo nas unidades básicas de saúde (UBSs) com serviços paralisados.
''Na sexta-feira passada, das 53 UBSs existentes 35 estavam abertas. Para segunda-feira, a expectativa é que mais três reabram ao público'', disse. Sobre a contratação temporária, Fernandes argumentou que, pela lei, ela é ''perfeitamente possível de ser feita'', por processo seletivo, com contratos máximos de um ano, prorrogáveis por mais um.
Marcelo Urbaneja, presidente do sindicato que representa a categoria, o Sindserv, rebateu os números do secretário afirmando que, fora as 12 UBSs abertas na zona rural, somente as cinco da zona urbana estão abertas e em escala mínima. ''Eles têm todo o direito de contratarem temporariamente, até para cumprir a determinação judicial de normalizar a situação na Saúde. Só acho estranho terem dinheiro para isso e não para nos concederem o abono emergencial que pedimos, o qual, aliás, sairia bem mais barato'', criticou.
O sindicalista se mostrou otimista ante as chances de negociação para esta semana. ''Tenho certeza de que a Câmara vai nos ajudar intermediando'', disse mas adiantou que um grupo de servidores está se preparando para possíveis protestos na abertura da 45 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, que começa quinta-feira no Parque Ney Braga. Outro ponto em vista é o aeroporto da cidade, onde fariam sexta passada a recepção ao prefeito Nedson Micheleti (PT), vindo de Brasília. Nedson não chegou a se encontrar com os grevistas.
No sábado, a manifestação contra o prefeito ocorreu pelas ruas do Centro, em carreata com buzinaço e cartazes com a foto de Nedson e a inscrição ''Onde está o prefeito?'' Já no Calçadão da Avenida Paraná, em frente ao Banco do Brasil, eles organizaram uma panfletagem na barraca que oferecia uma recompensa simbólica a quem localizasse o prefeito.

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