O prefeito de Roncador (100 km ao sul de Campo Mourão), Odilon Andreoli Gonçalves (PSDB), disse estar provando que não é preciso o prédio da prefeitura para administrar um município. A afirmação foi feita para justificar mais uma prorrogação do fechamento da prefeitura, que agora deve reabrir somente em fevereiro de 2002. O prédio foi fechado em julho.

''O prédio da prefeitura é totalmente dispensável'', ressaltou Gonçalves. Segundo ele, a manunteção da prefeitura fechada vem dando uma economia mensal de cerca de R$ 60 mil. ''Nossa arrecadação é de R$ 350 mil por mês'', lembrou. Desde julho, no prédio da prefeitura funciona apenas um plantão na tributação com entrada pela porta das fundos.

Gonçalves pode ser encontrado pela população em casa, no hospital da família ou pelas ruas da cidade. ''Prefeito tem que estar na rua, atendendo o povo'', ressaltou. Ontem à tarde, quando falou com a Folha, por telefone, ele estava despachando na casa de um irmão dele, que presta assessoria jurídica ao município.

Gonçalves disse que resolveu manter a prefeitura fechada por mais tempo quando percebeu que as férias coletivas de um mês não tinham alterado a rotina da população. ''Mantivemos os serviços essenciais e ficamos em contato com a população'', afirmou o prefeito, dizendo que o prédio só dá despesas. ''É melhor fazer obras com esse dinheiro.''

O prefeito defende que os secretários também fiquem longe da prefeitura. ''O secretário de Educação tem que estar nas escolas e o secretário de Saúde no posto para ver o atendimento da população.''

O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), resolveu aderir às férias coletivas. A prefeitura funciona até o dia 21 e só volta a reabrir no dia 7 de janeiro. Um dos motivos é a contenção de despesas. Desde julho a prefeitura só atende a partir do meio-dia.

No decreto publicado no final de semana, Tezelli diz que há uma ''diminuição das atividades econômicas'' nessa época do ano e que não haverá prejuízos à comunidade. Apenas os serviços essenciais e a Secretaria da Fazenda manterão plantão nesse período.

O prefeito de Goioerê, Antônio Sena Neto (PMDB), também mudou de idéia. Apesar do meio expediente adotado este mês, ele confirmou que vai fechar a prefeitura no final de semana e só reabri-la no dia 3 de janeiro. Em Campina da Lagoa, o prefeito Paulo Andreoli Gonçalves (PSDB) preferiu dar férias coletivas de quase três meses. ''Assumimos com muitas dívidas'', justificou. A prefeitura só voltará ao atendimento normal em março.

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