A administração municipal de Rolândia quer vender 39 terrenos públicos, localizados em diversos bairros da cidade, totalizando R$ 9 milhões. Alegando falta de recursos para investir na urbanização dessas áreas, o prefeito Johnny Lehmann (PTB) confirmou a iniciativa, que, segundo ele, vem sendo discutida há um ano e meio. ''A ideia é dar uma destinação que seja útil a população, afinal essas grandes áreas públicas acabam ficando abandonadas, crescendo o mato e acumulando lixo'', justificou Lehmann.
Se o projeto for aprovado pela Câmara de Vereadores de Rolândia, os terrenos vão a leilão, com o valor mínimo conforme avaliação de perito contratado pela prefeitura. O secretário de Planejamento do município Ernesto Nogueira disse que a maior parte dos terrenos mede entre 200 e 300 metros quadrados. ''Alguns chegam a 600 metros, mas são minoria''. Segundo ele, foi constituída uma comissão com secretários e técnicos para a definição de quais lotes seriam colocados à venda. ''Os imóveis estão em bairros em que já existe infraestrutura como escolas, creches e postos de saúde.''
Mesmo sem prazo para que a proposta seja encaminhada à Câmara, Nogueira negou falta de informações sobre a destinação dos recursos, após eventual venda. ''Vamos aplicar seguindo a legislação, ou seja, investimentos fixos, como melhoria de iluminação, aquisição de máquinas ou recuperação de escolas'', explicou o secretário de Planejamento.
A proposta encontra resistência na Câmara, onde parlamentares da oposição devem se mobilizar para tentar barrar a aprovação da matéria. Para o vereador Zé de Paula (PSD), contrário à venda dos terrenos municipais, ''é preciso saber mais detalhes do projeto, pois R$ 9 milhões é muito dinheiro''.
No começo do mês, a Câmara de Londrina arquivou projeto semelhante elaborado pelo Executivo. A prefeitura pretendia vender quatro áreas nobres avaliadas pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina (Sincil) em R$ 31 milhões, mas, o projeto de lei foi rejeitado. O objetivo da proposta era obter recursos especialmente para o recape asfáltico. Porém, gerou críticas de vereadores, que apontaram a discrepância de valores entre a avaliação feita pelo Sincil e a elaborada pela Comissão de Avaliação do Município, com valor de R$ 19 milhões. Conforme o projeto de lei, que foi reapresentado agora pela prefeitura, o valor mínimo seria de R$ 25 milhões, uma média aritmética entre a avaliação do Sincil e a da comissão municipal. (colaborou Loriane Comeli/Reportagem Local)

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