Prefeitura de Maringá quer colheitadeiras que eram de Gianoto
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sábado, 19 de maio de 2001
Marcos Zanatta De Maringá 
A Procuradoria-Geral da Prefeitura de Maringá está requerendo junto à Justiça Federal a posse das duas colheitadeiras sequestradas da fazenda do ex-prefeito Jairo Gianoto (sem partido), em fevereiro passado. A intenção do município é de realizar a venda através de leilão das duas máquinas, cada uma avaliada em R$ 115 mil. A principal alegação da procuradoria é que o Ministério Público (MP) do Estado comprovou, através de cópias de cheques, que as duas colheitadeiras foram compradas com dinheiro da prefeitura.
O próprio Gianoto, através de seus advogados, já concordou em devolver o que alega ter recebido sem conhecimento. Além das colheitadeiras, o ex-prefeito quer devolver valores recebidos em conta bancária particular. A decisão dele também depende de uma posição da Justiça. O leilão das máquinas, guardadas no pátio do Serviço de Obras Públicas do município, já deveria ter ocorrido. O problema é que o processo criminal, que voltou do Tribunal de Justiça (TJ) para a 3ª Vara Criminal de Maringá, está parado na Justiça Federal.
O município vai requerer também a citação de Gianoto, que deve prestar contas da produção de soja da Fazenda Sapucaia, também sequestrada pela Justiça. O MP comprovou que o ex-prefeito adquiriu insumos para a safra com recursos públicos. A fazenda, em Nova Mutum (MT), tem 4,8 mil ha e deveria colher até o início de março em torno de 100 mil sacas de soja. Dois silos montados na propriedade, com capacidade para 50 mil sacas, também foram sequestrados.


