Prefeitura de Londrina suspende compras e obras
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
Devido ao deficit orçamentário de R$ 76 milhões estimado para este ano, a Prefeitura de Londrina suspendeu a compra de materiais e a contratação de serviços, incluindo a licitação da primeira fase do Teatro Municipal e a reforma no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Um levantamento feito pela Secretaria de Gestão Pública apontou que há 493 pedidos das secretarias para compra de produtos e realização de serviços, que juntos somam R$ 126 milhões. Serão atendidos pedidos que somam R$ 55 milhões, cujos recursos são carimbados e se destinam à compra de medicamentos, por exemplo. ''Vamos suspender as licitações de pedidos que somam R$ 72 milhões e priorizar aquilo que é realmente importante no momento'', disse o secretário de Gestão, Denilson Vieira Novaes.
Entre as obras e serviços suspensos, segundo o secretário, estão o teatro, cuja licitação de R$ 8,4 milhões está aberta e a contrapartida do município seria de R$ 2 milhões; a construção de unidade de pronto atendimento (UPA) no Jardim do Sol (Zona Oeste), orçada em R$ 3,6 milhões e contrapartida de R$ 700 mil; a Praça da Cultura no Jardim Santa Rita (Oeste), que custaria R$ 1,6 milhão, sendo R$ 200 mil a parte do município; e a reforma para garantir mais segurança ao autódromo, ao custo de R$ 600 mil, com recursos próprios.
Novaes também anunciou a suspensão da contratação de 300 servidores já aprovados em concurso público, cujo custo até o final do ano seria de R$ 3 milhões. ''A suspensão é temporária. Vamos reavaliar a situação financeira da prefeitura periodicamente'', afirmou, sem estipular datas para o fim da suspensão. ''É preciso aguardar um pouco mais. Ver como a arrecadação vai se comportar e avaliar a possibilidade de aumentar a arrecadação com o Profis.'' Ainda segundo o secretário, não é possível estabelecer datas porque apenas ontem o município conseguiu reunir os R$ 35 milhões necessários à folha de pagamento deste mês. ''Temos que pensar no 13º salário e não temos reserva para isso.''
Para Novaes, no primeiro semestre era possível prever que os meses finais de 2012 seriam de pouco dinheiro. ''Ficou claro na prestação de contas do primeiro quadrimestre que a receita cresceu 8% e as despesas subiram 17% em relação ao ano anterior.'' Outro indício de gastos muito elevados, segundo o secretário, se deu na prestação de contas semestral. ''A despesa empenhada no primeiro semestre era igual a receita realizada. E historicamente se economiza 10% do que se arrecada no primeiro semestre para garantir os meses seguintes, quando a arrecadação é menor.''


