A Prefeitura de Londrina quer cortar em até 30% os gastos mensais com o custeio da máquina. Pelos cálculos da Secretaria Municipal de Fazenda, a redução deve comprender os cerca de R$ 2 milhões consumidos mensalmente em despesas como telefonia, energia elétrica, água, combustíveis, horas-extras e viagens.
Apesar do anúncio feito só agora, a medida vem sendo estudada pela Fazenda e pela Gestão Pública desde o início do ano. A idéia é deixar as contas municipais equalizadas para que o Município tenha capacidade financeira de arcar com os convênios e projetos que demandam contrapartida - vários, referentes às obras de infra-estrutura urbana.
De acordo com o secretário de Fazenda, Wilson Sella, a ''racionalização dos cortes'' está sendo apresentada individualmente a cada secretário para que cada um deles encaminhe depois um plano de redução de planos. ''Nossa máquina é pesada, principalmente nos gastos com pessoal'', salientou.
Segundo Sella, as readequações devem envolver também o adiamento de algumas das contrapartidas da administração para 2007, à exceção daquelas de obras em que o aporte de capital já se efetivou. ''Para essas, praticamente não haverá mais desembolso de nossa parte. As demais podem ficar para o ano que vem'', disse.
Além dos cortes, a Fazenda acredita que também vai aumentar a receita com o recebimento das mais de 500 execuções judiciais contra devedores de impostos à Prefeitura. Ao todo, são mais de R$ 170 milhões inscritos na dívida ativa. ''Temos vários projetos em andamento por essas cobranças - um deles determina que quem não pagou nenhuma parcela do IPTU, por exemplo, até o próximo dia 19 receberá correspondência advertindo que há o risco de execução'', citou Sella, negando que haverá ano que vem, por exemplo, reavaliação da planta de valores do IPTU.
Questionado se o corte nas despesas pode afetar o funcionamento da estrutura, o secretário municipal de Gestão Pública, Jacks Dias, admitiu que sim. ''É provável que aconteça prejuízo a algum serviço, mas temos de honrar o 13º salário, nossos fornecedores, o salário do funcionalismo, e isso para nós é prioritário'', discursou.

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