Foz do Iguaçu Uma proposta de enxugamento da máquina administrativa apresentada ontem pelo prefeito de Foz do Iguaçu, Sâmis da Silva (PMDB), pretende reduzir os gastos públicos em R$ 723,5 mil por mês. A iniciativa prevê demissões e cortes de salários e depende de aprovação da Câmara de Vereadores.
A reforma determina a extinção de 11 departamentos e 80 chefias de divisões, a redução dos salários (em 10%) do prefeito, vice-prefeito, 16 secretários, 58 diretores, sete procuradores, seis assessores, dois coordenadores, um ouvidor, de funcionários comissionados e com funções gratificadas.
Também estabelece cortes nos gastos com manutenção (aluguel, condomínio, telefone e pessoal), extinção de subvenção para cursos de pós-graduação e contenção de despesas com empresas em liquidação. As medidas citadas equivalem a 36,5% do bolo previsto de economias.
Outros 11,1% da reforma dependem da redução dos gastos como vale-transporte e energia que ocorriam com a diminuição do expediente. A maior parte da economia (52,4%) seria obtida com o fim de horas-extras e extinções do auxílio assistência à saúde e de gratificações especiais.
''Existe a necessidade da prefeitura ter um fôlego para investimentos na área social'', justificou Sâmis, negando uma crise financeira. ''Agora precisamos de um aceno do sindicato parar mexer na folha dos servidores de carreira, o que dará mais uma economia de R$ 420 mil mês (além dos R$ 723,5 mil)'', completou.
O ''apoio'' do funcionalismo, entretanto, é rejeitado pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi), Luis Carlos de Oliveira. Segundo ele, a redução de salários é ''desculpa do prefeito'', que estaria disposto a economizar ''um milhão de reais nas costas dos servidores''.
O sindicalista considerou inviável o corte de benefícios como gratificações especial pré-escola, adicional por tempo de serviço e horas-extras (que, se necessárias, seriam trocadas por um banco de horas). Assembléia dos servidores, anteontem, definiu por manter uma negociação até o fim de novembro.
O Sismufi coloca como condição básica para iniciar uma conversa a extinção de todos cargos comissionados. Esta cláusula está gerando um impasse porque o prefeito Sâmis da Silva só aceita a contrapartida se o sindicato aceitar o fim dos adicionais do funcionalismo. Sâmis havia prometido, durante campanha, acabar com os cargos comissionados.

mockup