Prefeitura de Foz corta secretarias e 450 empregos
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quarta-feira, 02 de dezembro de 1998
Lúcio Flávio Moura Especial para a Folha 
O prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó (PPB), anunciou ontem, um conjunto de medidas para reduzir despesas e alterar a estrutura da administração municipal. Se for aprovada pelos vereadores (Daijó tem maioria na Câmara), a reforma administrativa extinguirá três secretarias, três empresas de economia mista ligadas a Prefeitura e 450 empregos.
Juros altos, inadimplência no pagamento dos tributos municipais e gastos extras foram os motivos apontados pela administração municipal para justificar as medidas, que deverão economizar, mensalmente, R$ 1,2 milhão. A previsão do presidente da Câmara, Hermes Vetorello (PPB), é que os vereadores aprovem as medidas até o final do ano.
Com débitos de R$ 76,5 milhões, a Prefeitura fracassou em uma campanha de incentivo à quitação de dívidas atrasadas com o Fisco Municipal, que incluia anistia de juros, multas e correção monetária. Segundo Daijó, a inadimplência continua muito alta. Reformas não programadas na Santa Casa Municipal e uma prolongada campanha de combate à dengue foram, no decorrer deste ano, outros duros golpes na saúde financeira do município.


