Curitiba - A Prefeitura de Curitiba suspendeu as empresas Iguatemi Construtora de Obras e Catedral Construções Civis além de rescindir os contratos que estavam vigentes. A medida foi tomada após a conclusão de um processo administrativo comprovando que as empresas tinham cometido irregularidades durante a execução de obras contratadas por licitação.
O procedimento administrativo foi aberto no ano passado e veio à tona após as denúncias de suposto favorecimento das empresas, uma vez que a Iguatemi pertence a familiares do ex-presidente do PP em Curitiba Alberto Klaus, ligado à administração de Beto Richa (PSDB).
De acordo com o procurador-geral do Município, Ivan Bonilha, a Iguatemi foi suspensa de contratar com entes públicos por 180 dias por ter sido subcontratada irregularmente para a realização de obras de um processo licitatório do qual tinha sido excluída e por ter apresentado documentos possivelmente falsos para concorrer no certame.
Já a Catedral não poderá participar de processos licitatórios por 90 dias por ter subcontratado a empresa Iguatemi para a realização de uma obra em desacordo com o que previa o edital de licitação.
Segundo Bonilha, após o final deste prazo as empresas poderão voltar a participar de licitações. ''Não é um prazo pequeno, para uma empresa dessas ficar esse período sem contratar com o poder público é um transtorno'', disse. Ele ainda esclareceu que a penalização é para as empresas e não atinge outros empreeendimentos que pertençam ao mesmo proprietário.
Os representantes das empresas Iguatemi e Catedral não foram localizados pela Reportagem para comentar as informações.

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