Prefeitura de Cascavel adota meio-expediente
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quinta-feira, 31 de julho de 2003
Mariana Guerin<br>Equipe da Folha 
Cascavel - A Prefeitura de Cascavel fará o atendimento ao público entre 12h30 e 18h30 a partir de hoje, em protesto quanto à queda na arrecadação de duas das principais fontes de recursos para o caixa dos municípios: o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). De acordo com o secretário de Administração de Cascavel, Arnold Lamb, os serviços considerados essenciais serão mantidos à população.
Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no Posto de Atendimento Continuado 24 horas (PAC-I), não haverá redução no horário, com atendimento normal, assim como na Secretaria de Ação Social, nos programas Eureca I e II, Espaço Jovem I e II, Formando Cidadão, Portal do Sol, SOS-Família, Sentinela, Coopnutri e no Centro de Cumprimento de Medidas Sócio-Educativas. O Serviço de Apoio Social (SAS), as casas-abrigo e o Conselho Tutelar, que funcionam 24 horas, além do SOS-Criança, com 12 horas, também manterão a normalidade dos serviços. O expediente na Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários (Acesc) e os serviços de coleta de lixo não sofrerão alterações.
''O objetivo é reduzir despesas sem trazer prejuízos à população'', garante o
secretário, que avalia uma redução de até 20% no custeio da máquina municipal. Somente com vales-transporte, em que os gastos mensais são de R$ 230 mil, a redução chegará a 30%. Na educação, o retorno dos alunos às escolas municipais está previsto para o dia 5 de agosto. Assim como a volta do transporte escolar, que está paralisado em protesto pelo fato de ser bancado quase integralmente pela prefeitura.
Em Cascavel, são percorridos, diariamente, sete mil quilômetros, em 68 linhas do transporte escolar, atendendo 3,2 mil alunos, ao custo mensal de R$ 316 mil. Do total de alunos transportados, 57,5% (1,9 mil) estudam em escolas estaduais e estão sendo afetados pela paralisação.
''Essa manifestação ocorre porque os prefeitos estão tendo de contornar várias dificuldades de ordem financeira, situação que as próximas administrações não deverão sofrer, caso seja aprovada a reforma tributária no Congresso Nacional'', afirma o presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), Luiz Suzuke.


