Prefeitura de Apucarana afasta servidoras presas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de fevereiro de 2013
Edson Ferreira <br>Reportagem Local 
A Prefeitura de Apucarana (Norte) abriu sindicância para apurar falta disciplinar das duas servidoras municipais presas na sexta-feira, suspeitas de peculato - utilização do cargo público para obtenção de vantagens indevidas. A portaria, assinada pelo prefeito Beto Preto (PT), também afasta a nutricionista Mariana Livrari, do Departamento de Merenda Escolar, e a auxiliar administrativa Rosângela Minêo, da Autarquia Municipal de Educação, por 30 dias.
As duas teriam atestado o recebimento de um lote de merenda escolar de R$ 49,8 mil, quando, na verdade, segundo a Procuradoria-Geral do Município, os alimentos recebidos correspondiam a apenas R$ 29 mil. ''Questionada, a nutricionista disse que o procedimento era comum, que sempre fez assim e que o restante seria entregue'', disse o procurador-geral, Paulo Sérgio Vital. Ele informou que a irregularidade foi descoberta durante conferência de rotina. ''Merenda é um setor bem complicado.''
Vital disse que o caso foi encaminhado à Polícia Civil de Apucarana, que efetuou a prisão das funcionárias e também de dois funcionários da empresa que fornece a merenda. Todos foram liberados no sábado à tarde e vão responder inquérito por peculato. A FOLHA não conseguiu falar com as duas servidoras nem com a Atacado Maringá, contratada para fornecer a merenda. ''Vamos exigir agora a totalidade dos produtos'', disse Vital.


