Prefeitura corta cargos, secretarias e reduz jornada
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terça-feira, 17 de novembro de 1998
Giovani Ferreira 
O prefeito de Ponta Grossa, Jocelito Canto (sem partido), anunciou ontem uma série de medidas de contenção de gastos, com o objetivo de reduzir as despesas com a administração municipal. Entre os principais pontos do pacote está a concessão de férias coletivas- 90% dos servidores, de 21/12 a 21/01 -, a extinção de secretarias e a redução da jornada de trabalho de todos os servidores.
A partir de hoje o expediente interno e externo na prefeitura será feito somente no período da tarde. Deixam de existir as secretarias da Criança e a de Turismo e Meio Ambiente. A pasta da Criança funcionário como um Departamento da Fundação Proamor, enquanto que Turismo fica junto com a de Cultura e Meio Ambiente se integra à Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente.
Também serão extintas as fundações de Promoção ao Idoso (Fapi), Educacional de Ponta Grossa (Funepo) e de Promoção Social (Promover). Todas essas fundações serão comandadas pela Proamor, que ficará sob a responsabilidade do tenente-coronel Luiz Carlos de Carvalho, que até então dirigia a Secretaria da Criança.
De acordo com o prefeito Jocelito Canto, a prefeitura ainda quer economizar com o racionamento da energia elétrica. Todo equipamento que funciona à base de energia elétrica terá que reduzir em 50% o seu tempo de atividade. Telefones celulares custeados pela prefeitura também serão cortados. A partir deste mês a prefeitura paga apenas R$ 100,00 para cada celular. A conta além desse valor será de responsabilidade de seu usuário.
Entre as medidas mais polêmicas está o corte do transporte escolar gratuito para alunos da 5ª a 8ª séries e a suspensão no fornecimento da cesta básica para servidores enquadrados até o nível cinco. O prefeito alega que o transporte escolar para essas séries não é de responsabilidade do município, que vai economizar R$ 15 mil com esse corte. Os servidores que ficam sem a cesta básica devem passar dos 1,3 mil, representando quase 20% de todo efetivo do município.
Outras medidas que atingem o servidor são o corte nas horas-extras e o fornecimento de apenas dois vales transportes por dia para cada funcionário. As horas-extras serão permitidas apenas duas/dia por funcionário, devendo serem realizadas somente após às 18 horas. As demissões não devem acontecer no momento, mas segundo o prefeito elas não estão descartadas.
Conforme projeções feitas pelas equipes técnicas da prefeitura, o município deve economizar aproximadamente R$ 700 mil por mês. Essa economia de guerra, como definiu o prefeito, deve durar no máximo 10 meses. O objetivo principal é equilibrar as finanças. Hoje o município arrecada R$ 5,5 milhões mensais, mas gasta em torno de R$ 6 milhões.
A notícia que mais desagradou os servidores, foi a de que a prefeitura ainda não tem dinheiro para cobrir o 13º salário dos quase 5 mil funcionários. Uma das alternativas será pagar o benefício apenas aos servidores que possuem os salários mais baixos.


