Um dia após reportagem da FOLHA publicar declaração do secretário de Obras, Nelson Brandão, informando que o município estava estudando ''seis ou sete áreas'' para instalação do Teatro Municipal de Londrina, o prefeito Barbosa Neto (PDT) reafirmou que o projeto será executado no terreno do Complexo Marco Zero - na Zona Leste. Na segunda-feira, Brandão disse que havia ''70% a 80% de chances de ser no Marco Zero''. Ontem, o prefeito informou por meio da assessoria de imprensa que a ''posição de governo é manter o projeto como está''. ''Nós vamos construir o Teatro no Marco Zero'', garantiu ele.
A declaração foi repetida ontem à tarde na Câmara de Vereadores pelo secretário de Governo, José do Carmo Garcia. Ele atribuiu a declaração de Nelson Brandão a um ''erro de comunicação''. ''Ele afirmou que disse aquilo num outro contexto para explicar que há pedidos para que seja em outra área. Mas ele reafirmou para mim que o pensamento é manter todos os projetos'', explicou.
Gerente do projeto Marco Zero - complexo que compreende desde um centro de convenções a hotéis, shopping center e restaurantes, além do futuro teatro -, o imobiliarista Raul Fulgêncio afirmou que, uma vez prontos os projetos complementares, ''seria uma irresponsabilidade'' mudar a área. ''Até mesmo porque o Teatro Municipal vai cumprir uma função social, que é de valorizar a região leste'', declarou.
Ainda ontem à tarde, a Câmara foi palco de uma manifestação bem humorada de um grupo de artistas favoráveis à implantação do Teatro. Lembrando que a primeira menção ao projeto já completou 40 anos, eles cobraram a efetivação da obra.
''A hora é agora. Nós nunca tivemos tão perto de tirar isso do papel. Ou a gente consegue agora ou não conseguiremos nunca mais'', cobrou o jornalista e ator Apolo Teodoro. Ele também se mostrou totalmente favorável a manter o projeto no Marco Zero. ''Qualquer coisa fora disso pode complicar a concretização desse sonho. Além disso, é um ótimo local'', disse. ''São quarenta anos dessa encenação e nada dessa novela acabar.'' (Colaborou Janaina Garcia)

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