O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), encaminhou ontem ao Sindicato dos Servidores Públicos (Sindserv) resposta às reivindicações da categoria. A reposição da inflação referente aos últimos doze meses (até 31 de janeiro), calculada pelo Dieese em 6,63%, está garantida, informou o prefeito. Outra garantia é aplicar o mesmo índice sobre o auxílio-alimentação.
Quanto à maioria dos outros 13 itens da pauta, aprovada em assembleia de servidores em 18 de dezembro, o Executivo afirmou que irá estudá-los tecnicamente e, quando envolver aumento do despesas, incluir a proposta no Plano Plurianual (PPA) de 2014 a 2017.
Um dos pedidos que será analisado é a reposição das perdas salariais acumuladas entre 2001 e 2008, durante o mandato do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), que chegavam a 37%. O governo do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) concedeu reajuste de pelo menos 17% para todas as categoria e, para algumas, as perdas foram zeradas.
O sindicato calcula que cerca de 6,5 mil servidores ainda estão com os salários defasados em até 20%. ''Apenas as carreiras de Estado e os servidores inativos tiveram as perdas zeradas'', disse o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja.
Para solucionar a defasagem salarial, o governo de Kireeff ''sugere a criação de uma comissão paritária para proceder um estudo profundo acerca da real situação, individualizando por cargos específicos dentro dos quadros de cargos efetivos''. Quando o estudo for concluído, a reposição seria incluída no PPA, diz o documento enviado ao Sindserv. O sindicato também pede a devolução de valores descontados dos salários de grevistas em 2006 ao que o governo propõe a análise da legalidade de acordo como esse.
A administração também propõe estudar benefícios como auxílio-creche, licença-prêmio, pagamento de refeição para plantão de 12 horas e hora-atividade para educadores. Comprometeu-se a pagar insalubridade sobre o salário base dos servidores após inclusão no PPA e negou, por falta de respaldo legal, pagar auxílio-alimentação para aposentados.
Quanto às propostas que dizem respeito às condições de trabalho, o governo assegurou que irá liberar servidores para participar de cursos de formação sindical e diretores do sindicato para participar de eventos institucionais, agilizar processos de remoção e estudar a implantação de um plano de capacitação profissional.
''Fazemos uma avaliação positiva da proposta. O governo abre a possibilidade de diálogo, sem dizer de antemão, que não há condições para repor as perdas acumuladas. Tudo o que o sindicato sempre quis foi manter um diálogo para resolver as questões trabalhistas'', comentou Urbaneja. ''No momento seguinte das discussões queremos estabelecer prazos para que as reivindicações sejam atendidas.'' A reportagem deixou recado na Secretaria de Governo, mas não houve retorno.

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