A Prefeitura de Londrina apresentou um superávit de R$ 6,5 milhões no primeiro quadrimestre do ano, que deverá ser suficiente para equilibrar as despesas até dezembro. Apesar do superávit, o alerta é de que não haverá folga no orçamento, o que define por exemplo, a impossibilidade de aumento para os servidores (veja nesta página).
Os números foram apresentados na manhã de ontem pela Secretaria de Fazenda do município, durante uma audiência pública na Câmara de Vereadores. A audiência foi acompanhada por vereadores, funcionários da secretaria e alguns servidores, entre eles, o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja.
De acordo com o contador geral do município, Sinival Osório Pitaguari, que detalhou os números, o orçamento total do município previsto para este ano foi de R$ 530 milhões. Cerca de 55% num total de R$ 288 milhões já foram realizados.
A tendência, segundo Pitaguari, é não atingir a previsão do orçamento, mas a diferença não deve ser grande. ''A arrecadação não está se comportando como o previsto, mas os valores devem ultrapassar os R$ 500 milhões''.
A explicação para não atingir o valor previsto é que o crescimento da receita este ano, está sendo menor que no ano passado. ''Estimamos um crescimento de 5%, mas atingimos apenas 3%''.
Pitaguari afirma que a arrecadação não está caindo, mas que a tendência é diminuir nos próximos meses. A arrecadação do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU ), por exemplo, já teve 73% do total previsto arrecadado. Dos R$ 54 milhões, R$ 40 milhões já foram pagos pelos contribuintes.
Além disso, existem as despesas com o pagamento da segunda parcela do 13º salário dos servidores. Só a primeira parcela, consumiu um total de R$ 9 milhões. ''Vamos fechar o ano com equilíbrio, porém, sem muita folga'', concluiu Pitaguari.
O vereador Sidney de Souza (PTB) reclamou da apresentação dos números da audiência pública, alegando que os dados são uma ''ficção''. ''Vocês em nenhum momento conseguem estimar a receita e alcançá-la. Cria-se uma expectativa muito grande, que nunca é atingida,'' reclamou.
O vereador afirmou que a estimativa das despesas são sempre ''altíssimas'' e exigiu que o próximo orçamento chegue com dez dias de antecedência para que os vereadores possam analisar e questionar os números. As declarações de Souza foram rebatidas pelo controlador geral do município. ''Nossa receita não é ficção. Ela é prevista e está sujeita a ocilações'', disse Pitaguari.
O presidente da Comissão de Finanças da Câmara, vereador Henrique Barros (PMDB) informou que vai avaliar um meio legal de apresentar o orçamento com antecedência para ser discutido durante a audiência pública.

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