Prefeitos vão a Brasília tentar derrubar projeto
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quinta-feira, 12 de junho de 1997
Josiane Schulz 
Londrina
A tentativa da deputada federal Yeda Crusius (PSDB-RS) de amenizar o ânimo dos prefeitos e convencê-los da prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal acabou não dando certo. Prefeitos e líderes de associações de municípios estarão na terça-feira em Brasília, com o objetivo de derrubar o relatório da deputada. A informação é do prefeito de Cambé e presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), José do Carmo Garcia (PTB).
Na terça-feira, Yeda Crusius propôs a compensação de parte das perdas dos municípios. A proposta da relatora é devolver ao Fundo de Participação dos Municípios os 5,6% do Imposto de Renda retidos pelo FEF. Isso representa 39% do total de perdas dos municípios. É um avanço, mas não é isso que queremos. Já demos nossa contribuição e não podemos continuar sendo penalizados, argumentou Garcia, lembrando que o FEF retira mensalmente 12,4% do FPM.
O presidente da AMP informou que manteve contato com lideranças municipalistas de outros Estados e com o presidente da Associação dos Municípios Brasileiros, Elson Gasparini.
Um levantamento feito pelo deputado federal Paulo Bernardo (PT-PR) mostra que, neste ano, os municípios já perderam metade do valor de devolução previsto no relatório. Isso porque a proposta entraria em vigor no segundo semestre desse ano. Ou seja, seriam devolvidos aos municípios o total de R$ 199,8 milhões.
Paraná Pela proposta de Yeda Crusius, cidades como Londrina, Cascavel, Foz do Iguaçu e Maringá ainda teriam perdas aproximadas de R$ 500 mil. Curitiba teria o desconto reduzido de R$ 3,5 milhões para R$ 2,1 milhões. A perda total no país, somando Estados e municípios, chegam, atualmente, a R$ 2,1 bilhões. Com a proposta esse valor cairia para R$ 1,7 bilhões. Os Estados não foram contemplados na proposta de Yeda Crusius.


