Prefeitos presenteiam ministro do Planejamento
Na reunião com os prefeitos, acompanhada com exclusividade pela FOLHA, Paulo Bernardo ''ganhou de presente'' muitos envelopes recheados de reivindicações, que vão da construção de um hospital regional até o recapeamento de ruas. ''Era isso mesmo que eu esperava, ouvir queixas, reivindicações. Podem ter certeza de que vamos analisar cada caso'', destacou.
O anfitrião, Amin José Hannouche (PP), prefeito de Cornélio Procópio e presidente da Amunop, pediu verba para a construção de mil casas, pavimentação asfáltica, sinalização viária e melhoria das estradas rurais. Ele se disse otimista com a possibilidade de ver os pedidos atendidos e também com a recuperação do repasse do FPM. ''O principal problema dos municípios da nossa região é a falta de empregos, pois as grandes fábricas preferem se instalar em cidades maiores. No Paraná, os municípios que estão a leste do rio Tibagi costumam ser esquecidos pelos governantes, que voltam seus olhos para os grandes centros, mas gostei da reunião de hoje e confio em melhoras.''
O prefeito de Santa Cecília do Pavão e presidente do Consórcio Intermunicipal de Saneamento, Meio Ambiente, Água e Esgoto (Cismasa), Edimar Santos (PTB), reivindicou R$ 35 milhões para melhorar a rede de esgoto dos 12 municípios que fazem parte do Cismasa. ''Alguns, como Nova Santa Bárbara, São Jerônimo da Serra e a minha cidade, tem 0% de esgoto'', lamentou Santos.
Maria Aparecida Bassi (PP), prefeita de Santa Mariana, reclamou da falta de dinheiro. ''Em janeiro, nossa receita foi de R$ 800 mil. Desse dinheiro, 51% foi para a folha de pagamento, 25% para a educação, 15% para a saúde, 8% para a Câmara de Vereadores. Sobrou 1% para eu tocar a cidade. É lamentável. O governo federal deve olhar com mais carinho para os pequenas municípios. Santa Mariana tinha 25 mil habitantes em 1974, hoje são 12 mil. Quem sai da cidade pequena nunca mais volta.''
Já o prefeito de Congonhinhas, Luciano Merhy (PTB), teme ser enquadrado nos rigores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) se o dinheiro do FPM continuar diminuindo. ''Com a crise, perdemos 20% da nossa receita. Estou no limite do que posso pagar ao funcionalismo e já tenho a máquina enxuta, com apenas 20 cargos comissionados'', explicou. O que poderia ser feito de imediato? ''O governo federal deve compensar a perda com outras fontes de arrecadação'', simplificou. (W.S.)





