Curitiba - Enquanto prefeitos das grandes cidades do país se reuniam em Curitiba para discutir o transporte urbano, os ''primos pobres'' das prefeituras paranaenses reuniam-se em Guarapuava. Um encontro organizado pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP), governo estadual e Tribunal de Contas do Estado (TCE) reuniu prefeitos de várias cidades do interior para buscar alternativas de recursos junto ao governo federal.
O aumento no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é a principal reivindicação dos prefeitos. Os líderes dos executivos municipais querem que o Congresso aprove o projeto que aumenta em até R$ 1,2 bilhão as verbas do FPM. A discussão sobre o tema foi conduzida pelo senador Osmar Dias (PDT), que a exemplo do seu irmão Alvaro Dias (PSDB) vem realizando vários encontros supostamente ''técnicos'' com os prefeitos, embora seja evidente que o projeto de disputar o governo do Estado em 2006 não sai da cabeça dos dois senadores.
Atualmente, o FPM é formado por 22,5% de tudo o que é arrecadado com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O projeto de lei prevê um aumento de 1% nesse percentual. Apesar da verba de R$ 1,2 bilhão ter que ser dividida entre os mais 5.500 municípios brasileiros, os prefeitos garantem que o aumento já refrescaria as contas do executivo. No Paraná, a AMP estima que 70% das prefeituras iriam fechar suas contas no vermelho se não fosse o repasse do fundo.
O projeto que aumenta em 1% o FPM em tese tem o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE). Como o presidente da Câmara estará em Curitiba na próxima segunda-feira, os prefeitos pretendem levar o pleito diretamente a ele. ''Nós queremos que todos os prefeitos mobilizem os seus deputados e senadores para garantir a aprovação do projeto, que é crucial para os municípios'', afirma o presidente da AMP (Associação dos Municípios do Paraná), Joarez Lima Henrichs. (R.S.)

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