Prefeitos lamentam a perda do parlamentar conciliador
Da Redação
com sucursais
O prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (PFL) disse ontem que o presidente da Assembléia tinha uma visão de futuro aguçada. Algumas vezes, colocava pedrinhas nos sapatos dos outros, mas conseguíamos conviver bem. De acordo com Cassio, a morte de Aníbal deixa um grande vácuo na história política do Paraná. Vácuo que espero que seja preenchido por nós mesmos. Ele foi um conselheiro. Nós o ouvíamos sempre em tom de conciliação.
O município de Londrina está de luto até amanhã em virtude da morte do deputado Aníbal Khury. O prefeito Antonio Belinati (PFL) recebeu a notícia ontem de manhã em Curitiba onde teria reuniões com secretários de Estado.
Na avaliação de Belinati Aníbal não deixa herdeiro político. Convivi con Aníbal Khury por cerca de 35 anos e sempre me impressionou seu jeito de articular. Nos momentos mais difíceis da história do Paraná ele era tido como a última porta para mediar o conflito e restabelecer a paz e o bom entendimento da classe política, analisou.
O prefeito de Maringá Jairo Gianoto (PSDB) disse ontem que o Paraná perdeu uma de suas lideranças políticas mais expressivas. Segundo ele, a folha de serviços de Khury pelo Estado é de conhecimento público e que os sucessivos mandatos que lhe foram outorgados pelos paranaenses dizem bem a credibilidade de Khury junto a população. Para Gianoto, o presidente da Assembléia Legislativa do Paraná era um líder de diálogo, um hábil articulador político, um homem que sempre conseguiu ter livre trânsito entre todas as facções da política paranaense.
O prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó, disse ontem que o Paraná perdeu o maior parlamentar de sua história. Foz do Iguaçu perdeu um grande amigo, afirmou o prefeito. Lamentamos profundamente o desaparecimento de Aníbal, cuja trajetória de luta marcada pela ponderação serve de exemplo na política paranaense, afirmou ele.
O prefeito de Cascavel, Salazar Barreiros (PPB), decretou luto oficial no município antes de seguir para o velório e sepultamento de Aníbal Khury.
Segundo ele, a morte do deputado representa grande perda para todo o Estado, e uma lacuna política que dificilmente poderá ser preenchida. Ele classificou o deputado como um político por excelência, um grande articulador, sempre lembrado na hora de conciliar interesses, mesmo aqueles aparentemente inconciliáveis.
A morte do presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury, ontem, teve um motivo a mais para entristecer as principais lideranças políticas da região de Campo Mourão. Era de Aníbal o projeto de lei apresentado no final de julho que prevê a transformação da Faculdade Estadual de Ciências e Letras (Fecilcam) na Universidade Estadual da Região de Campo Mourão (Unescam). O apoio do deputado era considerado o trunfo para a aprovação do projeto.
A morte de Aníbal Khury pode tornar mais difícil a tramitação do projeto da universidade, disse ontem o presidente da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam) e prefeito de Janiópolis, Júlio Batista Guimarães (PPB).
O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), também lamentou a morte do presidente da Assembléia. Ele ajudava todos os município do Paraná, lembrou.
Anibal Khury era cidadão honorário de dois municípios da região Campo Mourão e Iretama. Foi em Iretama, aliás, que o deputado fez sua última visita à região, no dia 25 de julho. Ele participou da inaguração de um assentamento municipal. Estava chovendo e ele teve que amassar barro, lembrou ontem o prefeito de Iretama e presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Same Saab (PSDB). O prefeito de Paranavaí Antônio Teruo Kato (sem partido) manifestou ontem que a morte do presidente da Assembléia Legislativa representa um marco na história política do Paraná. Ele morreu na sua melhor fase, com grande participação na vida do estado, afirmou o prefeito.





