Prefeitos fazem protesto em Londrina
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Edson Ferreira <br>Reportagem Local 
Cerca de 300 prefeituras do Paraná fecharam as portas ontem em protesto pela falta de dinheiro. Com panfletagens, discursos públicos e passeata, os prefeitos cobraram a revisão na distribuição das riquezas arrecadadas pela União. No Calçadão central de Londrina, chefes do Poder Executivo da região realizaram uma passeata.
De acordo com a Associação dos Municípios do Paraná (AMP), que esteve à frente da mobilização, "as prefeituras recebem apenas 17% de tudo o que se arrecada no País, enquanto a União fica com 60% e os Estados, 23%". Mesmo assim, diz a AMP, os municípios comprometem 10% de suas receitas com obrigações que deveriam ficar nas outras duas instâncias.
Na manhã de ontem, em Londrina, prefeitos da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar) se reuniram para um ato público para chamar a atenção da população sobre a dificuldade financeira. O presidente da entidade e prefeito de Centenário do Sul (Região Metropolitana de Londrina), Luiz Nicácio (PSC), afirmou que o aumento de impostos nas esferas estadual e federal terá impacto irrelevante para os caixas municipais. "Grande parte das cidades vive do FPM (Fundo de Participação), que é influenciado pela atividade econômica, atualmente desacelerada."
Por outro, lembrou Nicácio, as prefeituras estão também pagando a conta com a elevação de preços na energia elétrica e nos combustíveis. O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), manteve a sede da administração com atendimento normal, mas divulgou nota apoiando a paralisação. Ele informou que o município tem a receber mais de R$ 20 milhões de recursos federais, que estão em atraso ou em perspectiva de empenho.
Nicácio disse acreditar no sucesso da ação e na conscientização da população sobre as dificuldades que os municípios vem enfrentando.


