Prefeitos entregam ao presidente carta-alerta
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de julho de 1998
Leandro Donatti 
Os prefeitos das nove principais capitais, reunidos em Curitiba no sábado para discutir os reflexos negativos da reforma tributária nos municípios, pretendem encaminhar carta-alerta ao presidente Fernando Henrique (PSDB), ainda nesta semana.
O 6º Fórum dos Governantes das Cidades Metropolitanas decidiu ainda que vai apoiar a mobilização coordenada pelas entidades do movimento municipalista, que depois de amanhã têm audiência marcada com o presidente em Brasília. Boa parte dos prefeitos - maioria governista - não concorda, entretanto, que as marchas são a melhor forma de pressão.
A reforma tributária não é o único ponto batido pelos prefeitos na carta. No documento, eles fazem 15 sugestões. Dentre as principais: a revisão da resolução do Banco Central que emperra o financiamento de projetos nos municípios; a renegociação de dívidas contratuais e mobiliárias; a simplificação e desburocratização do acesso aos fundos federais voltados à área social; a transferência automática dos recursos do Fundo Nacional de Assistência Social; e a discussão de novos critérios que facilitem a liberação de recursos arrecadados com o Imposto de Renda, aos fundos da Criança e Adolescente.
As nove capitais não podem ser excluídas do processo de análise e elaboração de uma reforma tributária, cuja base principal deve ser o princípio da organização federativa. Somos entes federados e, como tais, exigimos respeito à autonomia política, administrativa e financeira de nossos municípios, diz a carta assinada pelos prefeitos de Belém, Edmilson Rodrigues (PT); Curitiba, Cássio Taniguchi (PFL); São Paulo, Celso Pitta (PPB); Rio, Luiz Paulo Conde (PFL); Salvador, Antonio Imbassahy (PFL); Recife, Roberto Magalhães (PFL); Fortaleza, Juraci Magalhães (PMDB); de Porto Alegre, Raul Pont (PT); e pelo vice-prefeito de Belo Horizonte, Marcos Villela SantAna (PSB).


