Prefeitos do Norte Pioneiro buscam reconciliação
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Ao que tudo indica, a paz voltará a reinar em breve entre os prefeitos do Norte Pioneiro. Isto é o que espera o presidente da associação de municípios da região, Luiz Antonio Liechocki (PMDB), que é prefeito de Siqueira Campos. Ele está fazendo o ''papel de conciliador'' entre os dois grupos que causaram o racha na entidade nos últimos dias.
Liechocki diz que houve ''um pouco de exagero'' dos dois lados, mas que agora a situação está ''sob controle''. Ele afirma que já conversou com 9 dos 13 prefeitos dissidentes e que eles resolveram permanecer na associação. ''A poeira já baixou, os ânimos estão mais serenos e a Amunorpi continua como era, com certeza'', garante o prefeito. Ele acrescentou que o grupo dissidente vai conversar com o presidente eleito da Amunorpi, Edmar de Freitas Alboneti, prefeito de Barra do Jacaré, e com a vice Maria Ana Pombo, prefeita de Santo Antonio da Platina, ''em busca de entendimento''. O encontro ainda não tem data definida.
O prefeito de Tomazina, Guilherme Saliba (PPS), que faz do grupo dissidente, admite que não houve entendimento para a formação de chapa única, o que causou a divisão na entidade. ''O clima ficou pesado e houve exageros de ambos os lados'', afirmou. Agora, ele acha que o pior já passou e que há uma ''grande chance'' de acordo entre as partes. ''Estou confiante que vai dar tudo certo e que não haverá mais problemas não''.
Saliba, que foi candidato à presidência da Amunorpi antes do racha, tem uma receita para o impasse entre os dois grupos: a formação de uma chapa única com uma ala indicando o candidato à presidência e outra o candidato a vice. ''É preciso que seja formada a chapa única para a gente chegar a um consenso'', analisa.
Mas as coisas não parecem tão simples. O prefeito de Quatiguá, Efraim Bueno de Moraes (PMDB) , que representa o outro grupo, descarta a necessidade de uma nova eleição. Ele se limitou a dizer que ''as pessoas ficam brigando por nada''. Mesmo assim, acredita em reconciliação: ''Qual a vantagem de ficar criando problemas?'', pergunta.
Para o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Moacyr Elias Fadel Junior, que é prefeito de Castro, a divisão dos prefeitos, como neste caso, traz prejuízos para todos. ''Os prefeitos são todos amigos, por isso devem se entender; se não houver união, não justifca ter uma associação''.
Segundo ele, este tipo de problema acontece quando os envolvidos colocam a vaidade em primeiro lugar. ''Os prefeitos devem deixar a vaidade de lado para que possamos brigar juntos pela causa municipalista'', afirma.


