Prefeitos defendem manutenção do pedágio
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quarta-feira, 14 de maio de 2003
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Prefeitos de cinco municípios paranaenses afetados diretamente pela cobrança do pedágio defenderam ontem na Assembléia a manutenção das tarifas nos 2,3 mil quilômetros de rodovias pedagiadas. De acordo com o prefeito de Irati, Toti Colaço (PSDB), a extinção do pedágio vai prejudicar ainda mais a receita mensal dos municípios paranaenses. ''Isso traria um impacto social muito grande, com a demissão de mais de 300 pessoas. Além do impacto financeiro'', argumentou ele.
Irati recebe de Imposto Sobre Serviços (ISS) cerca de R$ 220 mil por ano somente com a praça de pedágio. Cada obra realizada nas rodovias também tem o valor do ISS descontado em favor da prefeitura. ''O município não pode perder essa receita. Ainda mais no momento de crise atual do Paraná'', complementou Colaço.
O prefeito de Santa Terezinha do Itaipu, Cláudio Dirceu Eberhard (PDT), disse que a cobrança da tarifa poderia ser diferenciada para o setor agrícola. ''Tenho certeza que podemos ter um acordo. No entanto, eu tenho a felicidade de ter uma rodovia duplicada no meu município. Conseguimos garantir segurança nas ruas e dignidade ao poder dirigir em paz'', afirmou o prefeito.
O prefeito de Morretes, Helder Teófilo dos Santos (PMDB), também defendeu a manutenção do pedágio. De acordo com ele, as estradas pedagiadas ficaram abandonadas entre os anos de 1992 e 1994. ''Com o pedágio o fluxo de veículos aumentou. As rodovias ficaram transitáveis e a arrecadação municipal cresceu'', definiu. Mensalmente, Morretes arrecada R$ 40 mil de ISS do pedágio. A arrecadação mensal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é bem menor, R$ 4 mil. Também estiveram presentes ontem na CPI do Pedágio os prefeitos de Sertanópolis, Reinaldo Ramos Reis (PSDB) e de Arapongas, José Aparecido Bisca (PFL).
Outro depoimento ouvido foi o do consultor da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar), Belmiro Valverde. De acordo com estudos apresentados por ele, as concessionárias gastam cerca de R$ 300 milhões por ano com a manutenção e obras nas rodovias pedagiadas. ''O Estado não tem como abrir mão deste investimento feito pelas concessionárias. O que o governo precisa fazer é fiscalizar a aplicação destes recursos'', argumentou.


