Curitiba - Prefeitos, técnicos da área de finanças e vereadores participaram ontem de um Encontro Estadual de Prefeitos, no Centro de Convenções de Curitiba. A intenção foi verificar as principais dúvidas dos agentes públicos com a prestação de contas e as audiências públicas. Entre as dúvidas mais frequentes estão: a independência financeira entre os poderes, como fazer gastos públicos, reposição e recomposição de perdas, fixação de subsídios para os agentes públicos, admissão de novos funcionários, contratação de contadores e assessores jurídicos, credenciamento de médicos para o sistema de saúde.
Adolfo Semprebom (PDT) é prefeito pela terceira vez do município de Ivatuba (30 quilômetros a oeste de Maringá) e tem penado para entender os gastos públicos. ''Temos muitos problemas para entender como se faz uma prestação de contas. Precisamos entender como funciona a técnica da adequação financeira. Os sistemas de informática são complicados. Nem mesmo os técnicos da prefeitura entendem'', ponderou ele.
O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Luiz Lázaro Sorvos (PDT), prefeito de Nova Olímpia (56 quilômetros a nordeste de Umuarama), está preocupado. Entretanto, ele acredita que os maiores problemas estão sendo enfrentados pelas prefeituras que tiveram mudança de equipe e de partido e ainda estão na fase de transição. ''A grande maioria dos municípios é pobre e não tem profissionais gabaritados para operar o sistema de informatização do Tribunal de Contas com habilidade. Agora, os prefeitos precisam se ajustar. E terão que fazer isso em curto espaço de tempo'', ponderou Sorvos.
A diretora de contas municipais do Tribunal de Contas (TC), Jussara Borba Gusso, acredita que as dúvidas são generalizadas por falta de conscientização. ''Hoje o coração dos municípios está na contabilidade. Os prefeitos e os contadores precisam trabalhar juntos, unidos, para evitar erros de contas'', orienta a diretora.

mockup