Curitiba - Prefeitos de várias capitais do país reúnem-se hoje em Curitiba para buscar uma maneira de reduzir o preço das tarifas do transporte coletivo urbano. O Encontro Nacional de Prefeitos foi convocado pelo prefeito da capital, Beto Richa (PSDB), que defende uma redução da carga tributária estipulada pelo governo federal sobre insumos do transporte coletivo.
De acordo com Beto, os impostos cobrados pelo governo somam cerca de 40% do preço da tarifa de ônibus. Além disso, o imposto cobrado pelo governo sobre o óleo diesel aumenta o preço das passagens em outros 24%. ''Durante a campanha eu já alertava que uma redução significativa do preço das tarifas só viria com a colaboração do governo federal. O objetivo deste encontro é tentar persuadir o governo federal a reduzir a carga tributária. Caso isso não seja possível, vamos buscar o apoio de deputados para elaborar uma emenda constitucional pedindo a redução dessas tarifas'', afirmou Beto.
A redução do preço das passagens foi um dos compromissos de campanha de Beto no ano passado. Até o momento, o prefeito não conseguiu seu intento, reduzindo apenas a passagem aos domingos de R$ 1,90 para R$ 1,00. ''Ainda estamos estudando alternativas para abaixar ainda mais a tarifa. Mas de qualquer maneira conseguimos uma redução relativa, ao não aumentar a passagem no meio do ano como as outras cidades do país fizeram, motivadas pela inflação e pelos dissídios coletivos com a categoria dos motoristas e cobradores'', disse Beto. Segundo ele, a tarifa de coletiva que era a mais cara do país em 2004 agora está em quinto ou sexto no ranking.
Embora o tópico principal do encontro seja o preço da passagem, outros pontos de interesse das grandes cidades também serão discutidos. De fato, o rol de reclamações dos governos é extenso, baseado principalmente na concentração da arrecadação tributária pelo governo federal e falta de repasse aos municípios. Beto defende que os encontros de prefeitos aconteçam periodicamente, para que outros pontos também sejam avaliados.
Dentre as outras reivindicações está a renegociação das dívidas das prefeituras junto à União. A bandeira é levantada principalmente pelo prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), que administra uma dívida equivalente a 200% das receitas correntes líquidas da cidade, o que equivale a astrônomicos R$ 20 bilhões.

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