Agência Estado
Oito prefeitos do interior de São Paulo - presidentes de entidades que reúnem mais de 200 municípios - pretendem organizar uma grande paralisação de prefeituras para protestar contra a crise econômica que enfrentam. Os administradores estiveram reunidos terça-feira em Álvaro de Carvalho, região de Marília, discutindo o assunto e marcaram novo encontro para esta semana na Associação Paulista de Municípios em São Paulo, para definir o Dia da Mobilização dos Municípios.
Segundo o prefeito de Álvaro de Carvalho, Antônio Francelino, presidente da Associação dos Municípios do Centro-Oeste Paulista (Amcop), o encontro foi motivado pelas dificuldades econômicas enfrentadas pelas prefeituras, em consequência, principalmente, da falta de repasse de recursos federais, da mudança no sistema previdenciário municipal e da municipalização do ensino e da saúde. ‘‘A situação é de desespero, já que muitos municípios não conseguem mais cumprir com seus compromissos’’, disse Francelino.
O administrador citou o caso de sua prefeitura, que em virtude da extinção do sistema previdenciário próprio, teve acréscimo de R$ 15 mil em sua folha de pagamento, que agora deve alcançar R$ 70 mil por mês para uma arrecadação que, em julho, alcançou R$ 92 mil. Para o Dia da Mobilização Municipal, Francelino disse que a maioria das prefeituras deve suspender suas atividades por um ou dois dias. Ele acredita que terão o apoio dos servidores municipais. ‘‘Eles também estão sendo prejudicados’’.
Os prefeitos que presidem associações municipalistas também pretendem reivindicar do governador Mário Covas a criação de frentes de trabalho no interior.

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