Apesar de manifestarem interesse de adesão ao Consórcio Nacional de Vacinas proposto pela FNP (Federação Nacional dos Prefeitos) ou do Consórcio Paraná Saúde, os gestores dos maiores municípios da Região Metropolitana de Londrina demonstram que há pouca viabilidade na aquisição dos imunizantes contra a Covid-19 por conta própria.

Imagem ilustrativa da imagem Prefeitos da região de Londrina relutam em aderir a consórcio nacional de vacinas
| Foto: Gustavo Carneiro

O prefeito de Ibiporã, José Maria Ferreira (PSD), informou que só inscreveu o município na listagem da FNP por precaução. "Se nós tivermos que comprar vacinas (municípios e estados), será a falência do sistema nacional de imunização e eu espero que isso não aconteça. Estamos há 47 anos vacinando a população brasileira com eficiência. Se isso ocorrer, é o fracasso do governo federal nessa ação." Ele cobrou responsabilidade da União. "Temos estrutura pessoal, espaço físico, o que faltam são imunizantes." Ibiporã ainda não encaminhou projeto de lei à Câmara para obter o aval no consórcio nacional.

A Prefeitura de Cambé aparece na lista da FNP entre 308 municípios do Paraná, mas desistiu de participar e não irá mandar projeto de lei à Câmara. O prefeito Conrado Scheller (DEM) optou por adquirir um lote de vacinas contra Covid-19 por meio do Consórcio Paraná Saúde, que reúne 398 municípios paranaenses. Ele considera mais viável uma compra regionalizada de vacinas do que por meio de um consórcio nacional com mais de duas mil prefeituras. “Temos o Cismepar e a Amepar (Associação dos Municípios do Médio Paranapanema), que são consórcios em que Cambé já está incluído, e temos o Paraná Saúde, que também conta com a nossa participação e já está bastante adiantado no planejamento de compra das vacinas. Desta forma, não tenho motivos para buscar um novo consórcio, que ainda é embrionário, e deixar de estar neste da Paraná Saúde, por exemplo”, explicou Scheller. O prefeito lembrou que a prioridade tem que ser doses enviadas pelo Ministério da Saúde dentro do Plano Nacional de Imunização. "Mas a população pode ficar tranquila, pois nós vamos comprar vacinas quando elas estiverem disponíveis no mercado, mas por meio da Paraná Saúde."

Rolândia se inscreveu no Consórcio Nacional de Vacinas, mas ainda não encaminhou matéria autorizativa para o Legislativo. Segundo a assessoria de imprensa do prefeito Ailton Maistro (PSL), a proposta "está sendo formulada". O prazo termina nesta sexta-feira (19), segundo a FNP.

FLORESTÓPOLIS

O prefeito de Florestópolis, Onicio de Souza, o Nicinho (PSL), informou que houve um equívoco na listagem da FNP e o município também demonstra interesse em participar. Mas o prefeito também considera a opção pouco viável, já que os pequenos municípios não têm como pôr o objetivo em prática por falta de recursos financeiros. Ele informou que Florestópolis também está no Consórcio Paraná Saúde, já que faz parte do Cismepar. "O objetivo é adquirir a vacina em grande escala, onde o preço fica mais acessível. Diferente do Consorcio Municipal, organizado pela Frente de Prefeitos, em que as compras seriam realizadas individualmente pelos municípios e em pequena quantidade com possibilidade de preços abusivos, então tudo está sendo pensado e organizado pelos órgãos competentes, lembrando que o Ministério da Saúde tem que autorizar a compra da vacina pelos municípios e isso ainda não aconteceu", justificou, ao encaminhar projeto de lei à Câmara.

Já o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP) - que administra uma cidade de mais de 550 mil habitantes -, está em situação diferente dos vizinhos e foi um dos primeiros do Estado a encaminhar projeto de lei à Câmara Municipal para adesão ao consórcio da FNP. Após aval dos vereadores em urgência, a lei que autoriza o município participar do Consórcio Nacional de Vacinas já foi promulgada. A atual gestão informou que terá R$ 10 milhões disponíveis no caixa para aquisição, mas ainda não há data e sequer autorização para que isso ocorra.

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