Prefeitos causam tumulto no Senado e trocam agressões
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terça-feira, 27 de setembro de 2005
Folhapress 
Brasília - Cerca de 150 prefeitos, que participavam de um evento ontem em Brasília, invadiram à força a principal porta de acesso ao Senado, provocando troca de agressões com seguranças da Casa.
O incidente ocorreu por volta das 15h30 na entrada próxima à barbearia do Senado, quando os prefeitos tentavam chegar ao plenário Petrônio Portela. No local, era realizado um evento da CMN (Confederação Nacional do Municípios).
Os prefeitos foram barrados pela segurança porque o plenário já estava com a sua lotação máxima atingida (494 lugares). ''Foi neste momento que alguns deputados incentivaram a entrada à força'', disse o diretor da Secretaria de Segurança Legislativa, Pedro Ricardo Araújo Carvalho.
A confusão terminou com a intervenção do líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB). Ele levou os prefeitos e vereadores até o auditório e pediu desculpas pela ação da segurança do Senado. Disse que a ação dos prefeitos tratava-se ''de um movimento pacífico procurando recursos para as prefeituras''.
O deputado Barbosa Neto (PSB-GO) foi um dos congressistas que iniciaram o tumulto. ''Os prefeitos foram brutalmente impedidos de entrar. Isso é inadmissível. Por isso, tivemos de entrar na marra, infelizmente'', afirmou. Ele contou com a ajuda dos deputados Jovair Arantes (PTB-GO) e Luiz Bittencourt (PMDB-GO).
O serviço médico e de emergência do Senado não registrou nenhum ferido. Barbosa Neto, porém, afirmou ter ficado com dores no corpo. ''Estou com a nuca e as costas doendo'', disse. ''Vou pedir explicações à direção do Senado.''
Os seguranças afirmaram que tiveram usar a força porque os prefeitos e deputados ameaçavam invadiram o plenário do Senado. A confusão terminou depois que eles chegaram ao Petrônio Portela e participaram do evento em pé.


