Os presidentes das associações de municípios das regiões de Londrina e Maringá e da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) são favoráveis ao projeto do governador eleito Beto Richa (PSDB) de criar as Regiões de Desenvolvimento (Redes) nas 22 microrregiões de municípios do Paraná a partir de janeiro.
  O presidente da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar), Almir Batista dos Santos (PDT), que é prefeito de Sabáudia e fez campanha contra o candidato tucano, é um dos mais entusiasmados. Segundo ele, a proposta do futuro governador vai de encontro da Carta da Amepar encaminhada pela entidade em setembro aos candidatos ao governo do Estado e à Presidência da República. ‘‘A ideia do governador eleito é 100% o que a Amepar gostaria de ter porque assim, finalmente, vamos ter um governo que olha para o Paraná inteiro’’, afirma, lembrando que a Região Metropolitana de Curitiba fica atualmente com 74% dos recursos do governo e o interior com o restante.
  Para ele, o fato de acabar com as regiões metropolitanas de Londrina e Maringá não vai trazer nenhum prejuízo. ‘‘Até agora ninguém conseguiu ver efetivamente nada feito por uma região metropolitana.’’
  O presidente da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), Cilênio Pessoa Pereira Junior (PP), diz que ‘‘a proposta tem tudo para dar certo se forem oferecidas as condições necessárias para o atendimento aos municípios’’. A Amusep é formada pelos municípios da região de Maringá, no Noroeste do Estado.
  E também para Pereira, que é prefeito de Mandaguari, a extinção das regiões metropolitanas não vai trazer nenhum prejuízo. ‘‘As regiões metropolitanas não têm estrutura técnica e nem orçamento para desenvolver projetos, ou seja, não tem nenhum poder de fogo.’’
  O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Moacir Elias Fadel Junior (PMDB), que é prefeito de Castro, nos Campos Gerais, define que cada microrregião terá uma espécie de ‘‘subgovernador’’ com a adoção do novo sistema. Ele, que é contra a criação de novas regiões metropolitanas, diz que o projeto das Regiões de Desenvolvimento só vai se viabilizar se houver autonomia administrativa. ‘‘O que a gente espera é que, com esta descentralização, as coisas corriqueiras, do dia a dia, sejam resolvidas nas próprias regiões, sem a necessidade do prefeito se deslocar até Curitiba’’, afirma.
Braços abertos
  Já o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), diz que ‘‘é prerrogativa do governador eleito escolher os nomes ou a divisão administrativa que queira adotar’’.
  Independente de questões partidárias, Barbosa Neto diz que se coloca à disposição do futuro governador. ‘‘Quero que todos os projetos que ele tenha para Londrina sejam analisados diante das demandas que nós temos e, se ele nos chamar, estaremos de braços abertos para resolver os problemas comuns da nossa região.’’

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