Prefeitos admitem usar salário para assistencialismo
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de julho de 2013
Redação FolhaWeb 
Com bons salários, se comparados com a média dos trabalhadores brasileiros, a maioria dos prefeitos da Região Metropolitana de Londrina (RML) admite que parte dos seus vencimentos acaba sendo revertida em assistencialismo. Levantamento feito pela FOLHA junto aos políticos revela que muitos atendem às investidas de eleitores que buscam soluções imediatas para necessidades básicas como a compra de remédios, combustíveis, passagens e até tijolos.
Embora reconheçam que a prática não é adequada, os administradores negam interesse político com as doações. Todos alegaram dificuldades de caixa para oferecer melhores serviços públicos à população.
Alguns prefeitos chegaram a dizer que comprometem de 30% a 40% do vencimento mensal com ajudas individuais. Em Sertanópolis, o prefeito Tide Balzanelo (PT), que reduziu o próprio salário de R$ 19 mil para R$ 14 mil, afirmou que fica "sensibilizado" com as carências da população.
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